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Uma comunidade de líderes

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Até que ponto criamos passwords fortes?


Bancos, impostos, saúde, compras, jogos, redes sociais: partilhamos os nossos dados e informações pessoais com uma grande variedade de organizações, muitas vezes com uma senha/password a servir de ligação. Com que cuidado analisamos a nossa segurança online e até que ponto nos protegemos?

Termos consciência sobre os problemas de segurança online e da senha/password que utilizamos nem sempre se traduz em ação, refere a plataforma de gestão de passwords LastPass. De acordo com um relatório da empresa, apenas 31% dos utilizadores pararam de reutilizar senhas, mesmo após terem tido formação em segurança cibernética. A Geração Z (nascida entre 1997 e 2010) é a mais segura quando se trata de gerir passwords, mas também a maior infratora.

A atitude difere consoante o tipo de site com o qual os dados são partilhados. Sites financeiros, como bancos, ou contas de e-mail, são vistos como os principais para criar senhas fortes e complicadas; enquanto apenas 8% dos entrevistados criariam um código difícil de decifrar para uma conta de viagens ou companhia aérea.

Fonte: Fórum Económico Mundial/LastPass

08-06-2023


Portal da Liderança

Quando a internet é desligada


Os bloqueios, ou o desligar da internet por parte de Estados, são cada vez mais frequentes: o número total de países que recorreram a este sistema aumentou nos últimos seis anos. A maioria dos bloqueios ocorre na Índia, apesar de o país ter registado o menor número de “paralisações” em 2022, de acordo com o Statista.

O número global de bloqueios à Internet voltou a aumentar pelo segundo ano consecutivo. O relatório recém-divulgado pelo Access Now, “Weapons of control, shields of impunity: Internet shutdowns in 2022”, coloca o número de bloqueios de acesso à internet em 187 em 2022. Pouco menos de metade (84) aconteceu na Índia.

Em simultâneo, o número total de países que bloqueiam o acesso dos seus cidadãos à internet aumentou, para 103 (superando os 92 registados em 2019).

Fonte: Fórum Económico Mundial/Statista/“Weapons of control, shields of impunity: Internet shutdowns in 2022”, AcessNow

06-06-2023


Portal da Liderança 

Onde estão os nómadas digitais?


Após os períodos de confinamento impostos pela pandemia, a cultura nómada digital reinventou-se. O Resume.io analisou os milhares de posts no Instagram sob “#digitalnomad” para descobrir onde os trabalhadores remotos de hoje se encontram.

Resultado: Londres tem a comunidade nómada digital mais vibrante do Instagram na Europa e no mundo. Com 20.556 posts sob “#digitalnomad”, a cidade britânica é o destino nómada digital mais popular do globo. No continente europeu seguem-se Paris, Barcelona e Lisboa, todas com mais de 10.000 posts “#digitalnomad”.

Bangkok, na Tailândia, é o segundo local mais movimentado para nómadas digitais em todo o mundo.
A cidade de Nova Iorque é a capital dos nómadas digitais nos EUA e na América do Norte.

Fonte: Resume.io

01-06-2023


Portal da Liderança

Comércio verde ganha terreno


O ritmo de crescimento do comércio global deve desacelerar este ano, após ter registado um aumento de 2,7% em 2022, abaixo da previsão de 3,5% da Organização Mundial do Comércio (OMC). Só o comércio verde contraria a tendência.

O comércio de produtos verdes teve um crescimento de 4% no segundo semestre de 2022, de acordo com a mais recente atualização do “Global Trade Update” da UNCTAD. O comércio de “produtos ecológicos” (concebidos para utilizar menos recursos ou emitir menos poluição que os equivalentes tradicionais) atingiu um recorde de 1,9 triliões de dólares em 2022, mais de 100 mil milhões em relação a 2021. Os produtos com melhor desempenho foram os veículos elétricos e híbridos (mais 25%), embalagens não plásticas (mais 20%) e turbinas eólicas (mais 10%).

Fonte: Fórum Económico Mundial/“Global Trade Update”, UNCTAD

30-05-2023


Portal da Liderança

A estratégia? – Aprendizagem, formação, automatização


Com o mercado de trabalho em transição, as empresas nos diferentes setores procuram acompanhar o ritmo. E, para ultrapassarem as barreiras à transformação, estão a explorar estratégias junto das forças de trabalho que esperam implementar a curto prazo. Há duas que se destacam de longe.

No sentido de atingirem as metas de negócios nos próximos cinco anos, as empresas analisadas pelo “Future of Jobs Report 2023”, do Fórum Económico Mundial, indicam por uma ampla margem que as estratégias que a adotar para as suas forças de trabalho envolvem investir na aprendizagem e na formação no trabalho dos seus colaboradores, bem como acelerar a automatização de processos. Quatro em cada cinco entrevistados esperam implementar estas estratégias, que surgem em primeiro e segundo lugar em todos os setores, até 2027.

Fonte: Fórum Económico Mundial/“Future of Jobs Report 2023”

25-05-2023


Portal da Liderança

Mais telemóveis do que pessoas


Há 50 anos, em abril de 1973, Martin Cooper, engenheiro na americana Motorola, fez a primeira chamada a partir de um telemóvel, para o concorrente Joel Engel, que trabalhava na Bell Labs, aparentemente para se vangloriar que estava a ligar de um telefone portátil na rua, em Nova Iorque.

Hoje os telemóveis são omnipresentes: acima de 5,4 mil milhões de pessoas no mundo têm pelo menos uma assinatura móvel, segundo a GSMA. E são mais as assinaturas móveis que pessoas no planeta, com as primeiras a ultrapassar as segundas em 2016. A meio de 2022 havia mais de 8,58 mil milhões de assinaturas móveis em uso no globo, por comparação com uma população mundial 7,95 mil milhões de pessoas, de acordo com a União Internacional de Telecomunicações (ITU).

Fonte: Fórum Económico Mundial/Statista

23-05-2023


Portal da Liderança 

Não quer perder o foco? Crie (ou reforce) 6 hábitos


Num mundo digital cada vez mais exigente, com tantas distrações e interpelações, é possível manter o foco? É. Pode começar por criar (ou potenciar) seis hábitos para aumentar a capacidade de atenção.

A cada dia que passa parece mais complicado concluir até as tarefas mais simples? E é difícil manter o enfoque por entre as constantes interrupções e distrações? Quer seja devido aos mails que não param de entrar, às conversas de grupo no WhatsApp, ou à vontade irresistível de atualizar os feeds do Instagram ou do Twitter, as distrações são muitas e podem atrapalhar a realização das tarefas mais elementares.

Estudos mostram que a capacidade de nos focarmos está a retroceder à medida que a tecnologia progride. Gloria Mark, psicóloga, professora de informática na Universidade da Califórnia e autora do livro “Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity”, concluiu que gastamos em média apenas 47 segundos em qualquer ecrã antes de redirecionarmos a nossa atenção para outra coisa. E que, uma vez interrompidos, podemos levar até 25 minutos para prestarmos de novo atenção à nossa tarefa original. Mas, afirma a docente, podemos aprender a manter o foco diante da distração constante. Seguem-se seis dicas, reunidas pela Inc.com, para implementarmos no nosso dia de trabalho no sentido de focarmos a atenção no que é essencial.

1. Ser mais intencional nas ações
Traga as ações inconscientes para um patamar mais consciente, e sonde-se sobre as mesmas. Quando sente vontade de verificar o seu feed no Twitter ou de navegar sem rumo no Instagram, questione-se porquê. Sente-se entediado? Procura uma ligação social? Ou talvez esteja a evitar uma tarefa difícil? Tornar-se mais consciente em relação à sua atenção e para onde a direciona pode ser o primeiro passo para recuperar o controlo da mesma.

2. Praticar a previsão
Quando sentir vontade de mudar para outro ponto/assunto, pense no impacto que a ação terá em si no decorrer do dia. Vai implicar estar a trabalhar às 22 horas num relatório, ou vai estar a relaxar enquanto vê a sua série favorita? Considere se a distração de curto prazo vale a pena.

3. Limpar o ambiente de possíveis distrações
Pode parecer simples, mas deixar o telefone noutra sala pode dar-lhe espaço para respirar e se concentrar na tarefa que tem à sua frente. Se possível, tente encontrar um espaço tranquilo para trabalhar sem ruído ambiente.

4. Usar as redes sociais de forma estratégica
Em vez de fazer scroll sem rumo nas redes sociais, pense numa pessoa que valoriza e envie-lhe uma mensagem a dizer que está a pensar nela. Esta interação social é mais significativa e pode dar-lhe a gratificação de que pode estar à procura quando segue o impulso de percorrer o seu feed.

5. Fazer pausas de modo proativo antes que os recursos se esgotem
Tenha noção dos seus recursos cognitivos e, quando sentir que estão a diminuir, faça uma pausa. Uma caminhada ao ar livre é o melhor, ou mesmo um alongamento rápido; mas até atividades simples, como arrumar a secretária ou fazer um jogo curto, podem ajudar a recuperar.

6. Manter um horário regular de sono com qualidade
Estudos mostram que, à medida que o débito de sono se acumula, a capacidade de nos autorregularmos no dia seguinte diminui em proporção. Todos o sabemos, mas nunca é demais frisar como ter uma boa noite de sono regular pode fazer grande diferença.

Implementar algumas mudanças simples nos nossos hábitos diários pode levar a alterações percetíveis e ajudar-nos a manter o foco ao longo do dia. Acima de tudo, Gloria Mark ressalta a importância de sermos autoconscientes e de estarmos a par das nossas tendências quando se trata de distrações. Compreender o nosso ritmo de atenção e saber quando precisamos de fazer uma pausa pode ser a chave para mantermos o controlo do nosso foco nas alturas em que somos puxados em todas as direções.

24-05-2023


Portal da Liderança

IA: impacto no emprego


A inteligência artificial (IA) generativa (subconjunto da IA capaz de produzir sons, imagens ou textos inéditos) deverá ser adotada por quase 75% das empresas analisadas pelo “Future of Jobs Report 2023”, do Fórum Económico Mundial.

Espera-se que muitas funções administrativas ou de secretariado venham a decrescer de forma rápida devido à IA. Já os cargos de especialistas em IA e em machine learning, analistas e cientistas de dados, ou especialistas em transformação digital deverão aumentar de modo célere. 

Para os especialistas, não há dúvidas de que o futuro do trabalho será disruptivo. Mas é também uma oportunidade para lançar as bases no sentido de colocar as pessoas no centro da nova economia global.

Fonte: Fórum Económico Mundial/“Future of Jobs Report 2023”

18-05-2023


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Portugal – um exemplo de talento em TI na Europa


Portugal ocupa, em termos geográficos, uma posição de excelência para a contratação de nearshoring em tecnologias de informação (TI). A que se soma a excelência do talento português. Esta combinação única coloca o país no centro do mapa da Europa.

Andrea Correia de Jesus

Neste tempo de disrupção contínua e de acelerar de inovações, são cada vez mais as empresas que procuram parceiros em países com proximidade geográfica para obterem ganhos de eficiências e rapidez na extensão de negócio. É aqui que entra Portugal no mapa da Europa enquanto localização atrativa para nearshoring em tecnologias de informação. Para além das praias, dos pontos turísticos e da agradável qualidade de vida que já atraem visitantes de todo o mundo, Portugal (e Lisboa em especial) tem vindo a estabelecer-se como localização de eleição para hubs de start-ups e inovação, e no âmbito das tecnologias de inovação e de informação.

Sendo o IT nearshoring (ou nearshoring de TI) um modelo de terceirização em que uma organização contrata serviços de tecnologias de informação a um provedor situado num país próximo ou geograficamente próximo, faz todo o sentido, para companhias a operar na Europa, olharem para empresas em Portugal como potenciais parceiros nesta área.

Contratar serviços de TI num país próximo permite atingir eficiências de custos consideráveis, e ao mesmo tempo superar algumas das barreiras comuns associadas à terceirização offshore em países distantes (como diferenças culturais, fusos horários díspares, ou dificuldades de comunicação e colaboração na gestão de projetos).

O nearshoring de TI em Portugal aporta várias vantagens para empresas presentes na Europa, como:

- Proximidade geográfica e cultural. Portugal situa-se na Europa Ocidental, o que permite uma fácil comunicação e colaboração com outros países europeus. Além de que a proximidade cultural e o fuso horário semelhante facilitam a interação e o alinhamento de negócios.

- Qualidade da mão de obra. Portugal é reconhecido por ter uma força de trabalho qualificada e altamente instruída em áreas relacionadas com TI. As universidades portuguesas têm programas académicos de qualidade em ciências da computação, engenharia e áreas afins, fornecendo uma base sólida para os futuros profissionais de TI.

- Proficiência em línguas. Por norma os profissionais de TI em Portugal estão familiarizados com a língua inglesa, o que facilita a comunicação com clientes e parceiros internacionais. E são muitos os que têm formação noutros idiomas, como espanhol, francês ou alemão.

- Custos competitivos. Embora Portugal não seja considerado um destino de baixo custo por comparação com alguns países do leste europeu ou da Ásia, ainda assim proporciona um rácio custo-benefício apelativo para empresas que pretendem contratar serviços de TI de qualidade. Os custos operacionais e salariais em Portugal são geralmente mais baixos que em muitos países do centro e do norte da Europa.

- Ambiente empresarial favorável. Portugal tem investido no desenvolvimento de um ambiente empresarial favorável para atrair empresas de tecnologia. O Governo português tem implementado políticas que promovem a inovação, o empreendedorismo e o investimento em TI, com incentivos fiscais e programas de apoio para empresas de tecnologia.

- Infraestrutura tecnológica. Portugal tem uma infraestrutura tecnológica sólida, com internet de alta velocidade e uma ampla cobertura de rede – essencial para garantir a ligação e o desempenho adequados em operações de TI.

No caso da indústria, recorrer ao nearshoring de TI tem vantagens significativas, dado que as empresas muito focadas em eficiências e inovação conseguem assim aceder a um conjunto mais amplo de profissionais de TI qualificados, contrariando a escassez de talento nestas áreas, enquanto mantêm as suas estruturas empresariais flexíveis e ágeis. Esta solução permite-lhes darem uma resposta mais rápida às mudanças nos seus requisitos de negócio e operações de TI, e até garantir que os seus projetos de TI estão em conformidade com as leis e regulamentos relevantes no espaço europeu.

De realçar também como fator crítico de sucesso o nearshoring de TI em Portugal poder contribuir para atenuar barreiras culturais. O talento português apresenta não só excelentes competências em línguas estrangeiras como também uma grande aptidão para comunicar e colaborar com equipas de culturas diferentes. Com esta facilidade que advém da proximidade cultural, e ética de trabalho do talento português, as equipas podem funcionar de forma mais harmoniosa e eficiente, e contribuir para reduzir erros de comunicação, melhorar a qualidade do trabalho e minimizar riscos com uma supervisão mais fácil, além da possibilidade de realizar visitas regulares às instalações do parceiro.

Neste sentido, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA) tem vindo a fomentar parcerias entre empresas da indústria germânica e empresas portuguesas, de que é exemplo o programa “Meet Portugal’s Best 2023”. Iniciativas deste género são uma ótima oportunidade para apoiar potenciais interessados na sua pesquisa, que queiram beneficiar ao máximo desta combinação única de fatores na altura de escolher um parceiro para avançar com o nearshoring de TI em Portugal.

17-05-2023

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AndreaJesus

Andrea Correia de Jesus, formada em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, é apaixonada pelo desenvolvimento de pessoas. Com experiência estratégica e operacional junto de equipas e stakeholders a todos os níveis, é especialista em desenvolvimento de liderança na empresa internacional de consultoria de gestão LBC. Regressou ao país de origem, Portugal, após uma carreira internacional especializada em gestão de talento – em que trabalhou na Daimler e na Mercedes em países como os EUA, Reino Unido, França, Singapura e, mais recentemente, na Alemanha. O seu foco é colaborar com líderes no sentido de melhorarem o impacto dos negócios na globalização, assim como na atração e no desenvolvimento de talento.

Fecharam menos centrais a carvão em 2022


A geração de eletricidade a partir de carvão subiu 1,1% em 2022, em linha com a taxa média de crescimento na última década, de acordo com o “Global Electricity Review”, da Ember.

A análise conclui que, embora a taxa de abertura de novas centrais a carvão não tenha aumentado, em 2022 houve um menor número de encerramentos por comparação com os anos anteriores desde 2015. Tal deve-se a, segundo analistas, os países procurarem manter a capacidade de reservas/backup.

Foram analisados 78 países, que representam 93% da procura global de eletricidade, e inclui mudanças estimadas para dados ausentes.

Fonte: Fórum Económico Mundial/Statista/“Global Electricity Review”, Ember

16-05-2023


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O CEO em modo híbrido afeta a cultura da empresa?


Quando se fala em trabalho remoto e híbrido tende-se a focar nos funcionários, mas os CEO também estão a trabalhar a partir de casa. Até que ponto a cultura das empresas é afetada quando as chefias estão em formato híbrido?

Trabalhar de forma remota, forçoso na altura da pandemia, veio para ficar. No Reino Unido, por exemplo, a proporção de trabalhadores híbridos aumentou de 13% em fevereiro de 2022 para 24% em maio, de acordo com o Office for National Statistics, citado pelo site Raconteur. E 14% dos trabalhadores britânicos estavam em modo totalmente remoto. Estes números incluem não apenas funcionários, mas também os CEO, tradicionalmente vistos como baluartes do escritório. Podem as chefias trabalhar com a mesma eficiência a partir de casa? E como se sentem os colaboradores sem terem o CEO presente todos os dias? Estas são as questões colocadas num artigo no Raconteur.

O que querem os colaboradores dos CEO?
Mark Chaffey, CEO do hub de talentos tecnológicos hackajob, está em modo híbrido. “Se um CEO trabalha remotamente, tem um pouco mais de espaço para isolar o ruído e fazer qualquer trabalho profundo que seja realmente importante”, declara. “O trabalho remoto força uma cultura de produção e de responsabilidade, em vez de uma cultura de estar sempre presente e a microgerir. O que considero amplamente positivo.”

David Tuck, executivo-chefe do grupo Kin + Carta Europe, é outro líder híbrido para quem este formato funciona. “A maioria das organizações tem escritórios pelo país ou no mundo, então os CEO foram quase sempre híbridos. E trabalhar em casa permite fazer trabalho focado, como iniciativas estratégicas ou a preparação para reuniões do conselho”, diz no artigo do Raconteur. E acrescenta que “a questão fundamental é: o que querem as pessoas dos seus CEO? O tempo deles? Raramente. Por norma é a energia deles, que é o que alimenta e impulsiona” os colaboradores. E tal funciona melhor “em pessoa. Mas também pode ser feito de forma remota.”

Mas nem todos os CEO sentem o mesmo. O cofundador da Netflix, Reed Hastings, afirmou que não vê “nenhum ponto positivo” no trabalho remoto. E David Solomon, executivo-chefe da Goldman Sachs, é conhecido por ser contra a prática, tendo declarado que é “uma aberração que vamos corrigir o mais rápido possível”.

Um estudo da empresa de recrutamento Robert Walters em 2022 refere que 60% dos profissionais se sentem pouco ligados/envolvidos no formato de trabalho remoto devido à falta de contacto direto com os líderes da organização, e que a produção e moral estavam mais em baixo como resultado de verem o CEO apenas uma vez por semana. A pesquisa conclui que o trabalho remoto estava a matar a cultura da empresa, até no topo. “Existem elementos funcionais e operacionais na função de CEO que podem ser desempenhados remotamente, e há benefícios em ter mais tempo para pensar”, declara Toby Fowlston, CEO da Robert Walters. “Mas quando se trata de aspetos mais suaves da liderança, é necessário um alto grau de interação face a face. O CEO precisa sentar-se com os funcionários ao almoço e ter conversas honestas e autênticas. Os trabalhadores mais jovens também precisam observar e aprender em primeira mão com os chefes “grisalhos”. Sem tudo isto, acaba por ser uma gestão de câmara de eco.”

Permanecer visível como CEO remoto
Dan Goman, CEO da plataforma de media digital Ateliere, concorda que menos visibilidade, ao longo do tempo, é igual a motivação mais baixa. Isto apesar de elogiar o sucesso da mudança da Ateliere para uma agenda híbrida que consiste em dois dias por semana no escritório. “Observamos maior satisfação nos funcionários e maior produtividade em geral. As taxas de retenção e envolvimento estão fora do comum. E eu estou a ligar-me de maneira diferente com a equipa, via mensagens de vídeo gravadas ou boletins internos. Mas faço tudo no escritório. Às vezes sou o único aqui, mas é importante para mim, como líder, ser visível. As pessoas querem ver-me, pronto para dar respostas rápidas, apoio e feedback.”

Mark Chaffey não vê o formato híbrido como um impedimento para a sua função de liderança. “Trabalho um dia por semana no escritório e o resto em casa. Não o vejo como um problema, porque temos uma reunião geral às quartas-feiras, e a empresa sabe que terá essa interação comigo todas as semanas. Eles podem enviar perguntas anónimas em tempo real, todas as semanas, e deixo claro que as pessoas podem procurar-me diretamente se tiverem alguma dúvida ou pergunta”. E como insiste nestas questões, “as pessoas têm mais acesso a mim agora do que antes. Os funcionários realmente valorizam a confiança que lhes dou. Eles sentem-se fortalecidos e apoiados, e penso que isto é melhor do que eu estar no escritório cinco dias por semana”.

Trabalho híbrido: uma mentalidade
Outro CEO remoto, Simon Waterfall, da fabricante de refrigerantes premium Soda Folk, sente falta da camaradagem do escritório e da capacidade de fornecer suporte rápido a colegas com dificuldades profissionais ou pessoais. “Não pode ir beber um café com eles se estiverem a 300 quilómetros de distância. Mas gosto das reuniões em menor número e mais focadas, e de não ser arrastado para a política do escritório”. Adianta que “tentamos reunir regularmente, sobretudo quando precisamos de sessões criativas de brainstorming. Então, se se tratar de um negócio criativo, o trabalho híbrido pode não ser a melhor resposta a longo prazo. Mas, na verdade, trabalhar como CEO híbrido é uma mentalidade”.

Anita Williams Woolley, professora de teoria e comportamento organizacional na Tepper School of Business na Carnegie Mellon University, concorda. O CEO “ainda pode ser um modelo para os funcionários se estes tiverem acesso. Não precisa estar num local físico específico. Se as empresas estão comprometidas com o trabalho híbrido, pode ser mais eficaz se os CEO também estiverem a trabalhar da mesma forma. Tal vai garantir que todos os sistemas e processos funcionam bem”. Mas, acrescenta, “pode ser um problema para alguns funcionários se virem as chefias a trabalhar remotamente quando eles não têm essa opção” ou flexibilidade para o fazerem.

Ou seja, desde que o CEO permita aos funcionários também a opção de trabalho híbrido, este modelo pode ser um sucesso.

10-05-2023


Portal da Liderança

Transparência salarial pode acelerar contratações


Embora a transparência salarial – divulgação do salário dos funcionários, mais a inclusão de dados salariais em anúncios de emprego – tenha melhorado de um modo geral nos últimos anos, persistem grandes disparidades entre países e indústrias.

A transparência salarial – tendo em conta os anúncios de emprego online que divulgam informação salarial no site Indeed – aumentou de modo constante nos últimos três anos. A parcela de anúncios de emprego no Indeed nos EUA com informação salarial fornecida pelo empregador mais que duplicou entre fevereiro de 2020 e fevereiro de 2023, passando de 18 para 44%. A taxa de transparência salarial na Alemanha no mesmo período subiu de 8 para 20%. No Canadá e na França a parcela de anúncios com informação salarial cresceu 86% e 54%, respetivamente.

A divulgação de informação salarial pode acelerar o processo de correspondência empregador/funcionário, sobretudo num mercado restrito, ao eliminar os possíveis candidatos que não aceitam ou não podem aceitar o salário proposto.

Fonte: Fórum Económico Mundial/Indeed

11-05-2023


Portal da Liderança

Megaprojetos cada vez mais “mega”


Os megaprojetos têm vindo a ficar mais “mega”. São vários os projetos em curso que excedem os 100 mil milhões de dólares – quando há poucos anos eram considerados megaprojetos aqueles no valor de 10 mil milhões.

Dos nove megaprojetos a decorrer com um custo estimado de 100 mil milhões de dólares ou mais (identificados pela empresa de software de construção 1Build, a “International Construction Magazine” e a “Construction Review”), quatro estão a ser construídos nos Estados do Golfo Árabe. 

Mais cara ainda é a Rede Transeuropeia de Transportes da União Europeia (UE). Estimada em 600 mil milhões de dólares, a atualização em grande escala de infraestruturas para melhorar o transporte de longa distância nos países-membros da UE inclui linhas ferroviárias, estradas, rotas marítimas e estruturas relacionadas.

Fonte: Statista/1Build/"International Construction Magazine"/"Construction Review"

09-05-2023


Portal da Liderança 

Metacompetências: sabe quais são as suas?


Essenciais para ter sucesso em ambientes de trabalho complexos e em constante evolução, as metacompetências requerem pensamento crítico, autorreflexão, concetualização e julgamento racional. E implicam uma aplicação mais flexível de competências.

Andrea Correia de Jesus

Todos os dias nos confrontamos com a mudança. A um ritmo vertiginoso descarregamos mais uma app que nos vai facilitar num aspeto da nossa vida, como gestão financeira ou nutrição, ou aprendemos mais uma ferramenta no trabalho porque temos de acompanhar as mais recentes tecnologias e inovar. E a área das competências não escapa à onda de mudança. Cada vez mais, as empresas procuram saber quais serão as competências de futuro, tema muito ligado à evolução das funções profissionais, a par com a crescente digitalização e a introdução de novas tecnologias. Tomemos como exemplo a evolução do vendedor de carros, que tradicionalmente conhecia todos os atributos mecânicos do veículo, a cilindrada do motor, etc.; agora apresenta um leque de competências diferentes, mais comparável a um vendedor de serviços, e que vão do tipo de tomada para carregar o carro elétrico às várias formas de financiamento. Este processo de mudança não se fica por aqui, avançando no sentido de vendas que cada vez mais se concretizam num espaço virtual. Esta evolução demonstra como as qualidades e as competências de um vendedor de carros estão em mudança constante, e que é necessário às pessoas nesta função se adaptarem e aprenderem a lidar com a crescente complexidade.

No livro “Metacompetência” Eugénio Mussak convida-nos a ver o que há além das competências. As metacompetências ou metacapacidades surgem como uma noção mais alargada de competências, que ultrapassam a aplicação dos conhecimentos técnicos e de competências específicas a uma área de trabalho, e englobam capacidades cognitivas, emocionais e sociais que podem ser aplicadas a várias situações, funções e vários contextos.

Uma diretora de Recursos Humanos explica de que forma explora as metacompetências junto dos colaboradores, ao colocar a questão: “quais são as competências ou capacidades em que é especialmente forte?”. Depois de a pessoa responder, optando, por exemplo, por capacidades analíticas ou facilidade em comunicar, ela pergunta: “o que faz com essa competência/capacidade?”. E elabora: “ou seja, descreva como usa as capacidades analíticas para executar as suas tarefas?” ou “descreva como usa a sua facilidade de comunicação para atingir objetivos?”. Desta forma consegue chegar a uma noção mais alargada das competências individuais, em que se tem em conta as qualidades e o caráter da pessoa.

Abordagem mais flexível
Há muitas definições e exemplos do que são metacompetências. No entanto é de notar que não existe uma lista universal, e que não se trata de definir novas competências, mas antes de introduzir uma nova abordagem ao conceito, e de unir competências técnicas com qualidades humanas. As metacompetências envolvem pensamento crítico, autorreflexão, concetualização e julgamento racional, e implicam uma aplicação mais flexível de competências.

Este tema é relevante na medida em que as metacompetências são essenciais para o sucesso em ambientes de trabalho complexos e em constante evolução, onde os profissionais precisam de se adaptar rapidamente a mudanças, de aprender novas competências e de lidar com desafios variados. Daí a importância de organizações e indivíduos introduzirem esta noção em processos de recrutamento e avaliação de desempenho, ou no seu currículo e na preparação de entrevistas de emprego.

Seguem-se alguns exemplos de metacompetências mencionadas em vários artigos e estudos sobre o tema. E fica o convite para descobrir quais serão as suas.

- Mentalidade empreendedora, não apenas no sentido de resolver problemas, mas de descobrir novas oportunidades.

- Disciplina sobre si próprio, que vai além de estabelecer objetivos, e que inclui perseverar no sentido de os atingir, criando planos, respeitando-os e solucionando desafios ao longo do trajeto.

- Autonomia na tomada de decisões e responsabilidade pelas decisões tomadas. Inclui o processo individual que leva à tomada de decisões, como recolher e analisar informação, reconhecer potenciais riscos e escolher as melhores alternativas.

- “Designer type thinking”, que envolve saber recolher informação de várias formas e em vários contextos, explorá-la e reorganizá-la como peças de lego, e criar algo.

- Resolução de problemas, que inclui usar as capacidades analíticas e a comunicação para compreender as causas e a origem do problema, e explorar possíveis cenários para o ultrapassar de forma individual ou em equipas.

Com o intuito de preparar e guiar os colaboradores num futuro incerto e em constante mudança, as organizações focam-se em definir listas de metacompetências para usar na gestão de desempenho e especialmente do desenvolvimento dos seus colaboradores. Também os testes de personalidade atuais utilizados para identificar as capacidades individuais e para medir e melhorar a eficácia, por exemplo, como líder, se baseiam nas metacompetências.

Nada como aproveitar esta onda de descoberta do que é necessário para estarmos “future ready” (preparados para o futuro), para refletir sobre as nossas competências, capacidades, qualidades pessoais, e partir em busca de quais serão as suas metacompetências. Boa sorte na exploração!

03-05-2023

Portal da Liderança


AndreaJesus

Andrea Correia de Jesus, formada em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, é apaixonada pelo desenvolvimento de pessoas. Com experiência estratégica e operacional junto de equipas e stakeholders a todos os níveis, é especialista em desenvolvimento de liderança na empresa internacional de consultoria de gestão LBC. Regressou ao país de origem, Portugal, após uma carreira internacional especializada em gestão de talento – em que trabalhou na Daimler e na Mercedes em países como os EUA, Reino Unido, França, Singapura e, mais recentemente, na Alemanha. O seu foco é colaborar com líderes no sentido de melhorarem o impacto dos negócios na globalização, assim como na atração e no desenvolvimento de talento.

Flexibilidade, procura-se


Com a pandemia, os colaboradores que trabalham em escritório passaram a fazê-lo a partir de casa alguns dias por semana, ou mudaram até os horários para melhor se adequarem aos compromissos familiares ou estilo de vida. Já para quem não trabalha em escritório, a experiência nos últimos três anos terá sido diferente. Para muitas funções fora do escritório, o trabalho em casa entra em conflito com a abordagem mais tradicional adotada por muitos empregadores.

Esta abordagem distinta em termos de flexibilidade está a criar desigualdades e uma divisão nas oportunidades e acessibilidade a algumas funções. A pesquisa “Workmonitor Pulse” do segundo trimestre de 2023 da Randstad conclui que a flexibilidade é tão procurada por quem trabalha fora do escritório como por quem faz o seu trabalho a partir do escritório. Os dados, baseados nas opiniões de mais de 7.500 trabalhadores nos EUA, Reino Unido, Austrália, França e Alemanha, mostram que quase metade dos funcionários que trabalham fora do escritório considera a flexibilidade tão ou mais importante que o salário. E três em cada cinco colaboradores que fazem o seu trabalho fora do escritório consideram que a flexibilidade é possível naquilo que fazem.

Fonte: Fórum Económico Mundial/"Workmonitor Pulse”, Randstad

04-05-2023


Portal da Liderança 

Energias renováveis: que regiões lideram o caminho?


Todas estão no percurso para descarbonizar, mas há regiões que podem demorar mais para lá chegar. A Europa avançou primeiro com a mudança para a descarbonização, tendo liderado o panorama mundial durante anos. Mas foi recentemente ultrapassada pela Oceânia na geração de energia solar e eólica, devido ao rápido crescimento registado na Austrália.

Entretanto, a Ásia, que começou mais tarde, está a recuperar de forma rápida. Três dos cinco maiores geradores absolutos de energia eólica e solar do mundo estão na Ásia: China, Japão e Índia. Enquanto outros países da região estão agora a começar a descarbonizar, o que funciona como um travão no sucesso geral da transição da Ásia para as energias renováveis.

Fonte: Fórum Económico Mundial/“Global Electricity Review”, Ember

02-05-2023


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Tecnologia verde: quais as nações mais bem preparadas?


EUA, Suécia, Singapura, Suíça e Países Baixos são os cinco países (num total de 166) mais bem preparados para utilizar, adotar ou se adaptarem a tecnologias de fronteira, que serão essenciais na transição para a tecnologia verde, segundo dados divulgados pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD em inglês).

No fim da lista estão a Guiné, República Democrática do Congo, Gâmbia, Guiné-Bissau e Sudão do Sul.

A China, apesar da capacidade para produzir e inovar em tecnologias de ponta, ficou aquém do esperado, em 35.º lugar, devido às disparidades urbano-rurais em cobertura de internet e velocidade de banda larga. Quanto aos restantes países do bloco BRICS, o Brasil surge no 40.º lugar, a Índia no 46.º e a África do Sul no 56.º.

Fonte: Statista/Technology and Innovation Report 2023, UNCTAD

27-04-2023


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Financiamento misto, precisa-se


Com o mundo a enfrentar desafios como alterações climáticas, desigualdade e fome, o desenvolvimento sustentável é necessário mais do que nunca – mas precisa de financiamento adequado.

O financiamento misto (blended finance) é o uso estratégico do financiamento público para mobilizar financiamento privado adicional para o desenvolvimento sustentável nos países em desenvolvimento.

Para tal é preciso um intermediário financeiro, que ajude a acelerar a adoção do financiamento combinado e a mobilizar capital para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Fórum Económico Mundial
Imagem: OCDE

25-04-2023


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Escute: o seu poder de influência começa naquilo que lhe dizem


Se queremos deixar a nossa marca, se queremos influenciar, devemos começar por escutar (mais e melhor) o que nos dizem. Parece simples. Afinal, a maioria de nós fá-lo todos os dias. Mas será que estamos realmente a escutar? Ou estamos à espera da nossa vez para falar?

Carla Rocha

Ainda temos trabalho a fazer no que diz respeito à atenção que dedicamos às pessoas e ao que elas nos dizem. Temos alguma dificuldade em manter o silêncio numa conversa ou reunião. Em escutar o outro, as suas perspetivas e motivações. Como se nos sentíssemos remetidos para o papel de espetadores e isso nos retirasse prestígio ou poder. É precisamente o contrário. É nesse lugar de silêncio e de escuta que a nossa mente se liberta da pressão de entregar, e que somos capazes de compreender o que nos rodeia e ir ao encontro do que é necessário em cada momento. Esse é o primeiro passo para deixarmos a nossa marca nos outros e no mundo.

Há uns anos encontrei numa estação de serviço o livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, levei-o para casa e devorei-o em poucas horas. Da autoria de Dale Carnegie, é uma referência na área da comunicação e das relações interpessoais e mostra-nos que sempre que damos importância a alguém, sempre que valorizamos as suas ideias e pontos de vista, estamos mais perto de influenciar essa pessoa. É fascinante como um livro escrito na primeira metade do séc. XX (1937) nos dá uma orientação tão clara e necessária para os dias de hoje, em que a imensidão de palavras, de partilhas e tweets nos absorve de tal maneira, que praticamente nos sentimos impelidos a ser parte ativa desse ruído. Esquecemo-nos, muitas vezes, do outro. Precisamos de redefinir a forma como nos relacionamos. E se queremos deixar a nossa marca, se queremos influenciar, devemos começar por escutar (mais e melhor) o que os outros nos dizem.

Parece simples. Afinal, a maioria de nós fá-lo todos os dias. Mas será que estamos realmente a escutar? Ou estamos à espera da nossa vez para falar? Quando vamos de viagem, podemos estar tão focados em chegar ao destino que não olhamos pela janela do carro durante o caminho; ou podemos aproveitar para admirar a paisagem, para reparar nos detalhes e nos pormenores que tornam cada viagem única. Nas relações às vezes também é assim: ficamos à espera do momento em que o outro termina de falar (outras vezes nem esperamos…) para tomarmos a palavra e seguirmos com o nosso raciocínio, sem repararmos exatamente no que nos estão a dizer.

Nas formações que dou, muitas vezes dizem-me que este é o aspeto que mais precisam de melhorar na comunicação, até porque muitas vezes também estão “do outro lado”; aliás, todos nós já tivemos conversas em que sentimos que não somos realmente ouvidos e compreendidos. Que não nos deram espaço para nos afirmarmos. Isto acontece nas nossas casas, num café entre amigos e no nosso local de trabalho.

Um estudo realizado nos EUA pelo The Workforce Institute concluiu que dois em cada três trabalhadores sentem que os líderes não os ouvem ou ignoram o que eles têm para dizer. O impacto na motivação e, consequentemente, na produtividade, é enorme. O mesmo estudo destaca ainda que um terço dos trabalhadores, num ambiente organizacional que não estimula a escuta, não se sente confiante para partilhar ideias e preocupações com a liderança, e por isso gostava de deixar a empresa. É a retenção de talento que também fica em cheque.

Então esta é uma competência que merece um investimento contínuo por parte das lideranças: saber escutar. Um líder que escuta a sua equipa é capaz de perceber as suas motivações e com isso vai tomar melhores decisões para o negócio, diminuir riscos e melhorar a experiência dos colaboradores na empresa. É importante fazê-lo bem.

Como? Escutar implica, antes de mais, dar atenção plena. Depois, ter abertura ao ponto de vista do outro. E por fim, um aspeto determinante e ainda frequentemente desvalorizado na comunicação: o silêncio. Silêncio não é só para a outra pessoa poder expor as suas ideias e pontos de vista, também é para nós podermos processar o que estamos a receber e, sobretudo, o que vamos entregar a seguir. Para recolhermos toda a informação que precisamos e elaborarmos o que vamos dizer, não correndo o risco de dizer algo que é mal-interpretado ou de que nos arrependemos mais tarde.

A revista “Time” dedicou recentemente algumas páginas a este tema. O artigo fala de um fenómeno que nos EUA é descrito como “talkaholism”, que se refere a pessoas que falam demasiado e não param para pensar. Nos anos 1990 investigadores da Universidade da Virgínia elaboraram um questionário para avaliar pessoas que sofrem desta condição – não conseguirem controlar o movimento acelerado das palavras, o que implica, em determinados momentos, algum tipo de conflito.

Há um exercício que todos, independentemente do contexto em que estamos, podemos fazer: não cedermos ao impulso de reagir em palavras no imediato; antes fazer uma pausa e usar esse momento de silêncio para escolher as palavras mais adequadas. Não se trata de calarmos a nossa opinião ou uma eventual crítica. É fundamental darmos o nosso contributo. A nossa voz importa. O que queremos é que as palavras saiam com assertividade e poder. Que tenham o efeito desejado. Pense naquelas pessoas que numa reunião não intervêm muito, mas quando o fazem dão contributos valiosos.

É importante interiorizarmos que a capacidade de influência não se mede pela quantidade de vezes que falamos numa reunião ou numa conversa. Mas talvez se possa medir pela capacidade de não nos sentirmos desconfortáveis num silêncio, porque temos a consciência de que é nesse silêncio que se conquista a qualidade de um argumento, de uma conversa ou de uma reunião. Em última instância, de uma relação.

Quando comecei na rádio achava que o silêncio era constrangedor, e esforçava-me por preenchê-lo. Quando tinha um convidado estava mais preocupada em lançar as perguntas que tinha preparado, para não correr o risco de haver uma pausa, do que em escutar as respostas que me estavam a dar, e que podiam levar a questões novas. Hoje percebo o lugar que o silêncio ocupa na comunicação e na capacidade de criarmos ligação, de nos relacionarmos e, com isso, de influenciarmos.

Mais do que isso, ao escaparmos à ânsia de ter de preencher todos os silêncios, a nossa mente fica mais disponível para reajustarmos o nosso ponto de vista. Então acontece esta coisa maravilhosa que é: nós próprios aprendemos. E isso é transformador!

26-04-2023

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CarlaRocha

Carla Rocha é apresentadora na Renascença e consultora na área de comunicação. Na sua experiência de quase 30 anos de rádio esteve à frente de programas líderes de audiência em Portugal como “As 3 da Manhã” na Renascença, o “Café da Manhã” ou o talk show “Rocha no Ar” na RFM. Enquanto consultora em comunicação tem vindo a colaborar com empresas portuguesas e internacionais, nas quais implementa programas de formação. Fundou a empresa Carla Rocha Comunicação, a Academia Fale Menos, Comunique Mais e a Academia Fale Menos, Influencie Mais, com o objetivo de partilhar técnicas e estratégias de comunicação mais eficaz, influente e autêntica.
Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa; pós-graduada em Gestão de Marketing, Comunicação e Multimédia pelo Instituto Superior de Economia e pós-graduada em Gestão Aplicada para Gestores de PME pela Nova School of Business and Economics (Nova SBE), completou os cursos Leadership Principles (2021), Management Essentials (2021) e Negotiation Mastery (2022) na Harvard Business School Online, tendo obtido o Certificate of Specialization in Leadership and Management. Concluiu o curso Liderança no Futuro do Trabalho na Nova SBE. É docente na pós-graduação em Gestão do Bem-Estar e da Felicidade Organizacional na Faculdade Egas Moniz e do MBA Organisational Happiness no ISEC Lisboa - Instituto Superior de Educação e Ciências. Colabora com a Universidade Católica Portuguesa nos Programas de Executivos e com a Nova SBE no Mestrado Executivo em Liderança.
Foi curadora e oradora do TEDxULisboa e coordenadora do programa Atletas Speakers (desenvolvido pelo Comité Olímpico de Portugal, treina e orienta atletas olímpicos enquanto oradores). Tem participado em várias convenções e formações intensivas da National Speakers Association, nos EUA, sobre como falar em público.
Autora dos livros “Fale Menos Comunique Mais – 10 Estratégias para se Tornar um Grande Comunicador” e “Fale Menos Influencie Mais - 5 Estratégias para ser Ouvido e Comunicar com Influência”, tem vários artigos sobre comunicação publicados em livros e em revistas das mais variadas áreas temáticas.

Uma nova era para a energia?


Aproximamo-nos do “início do fim da era fóssil”, de acordo com o quarto relatório anual “Global Electricity Review”, do think tank de energia Ember.

Segundo o documento, 2023 pode ser o ano em que as energias renováveis atingem um ponto de viragem, para começarem a substituir os combustíveis fósseis.

Nesta imagem podemos ver o declínio da eletricidade gerada a partir de petróleo, carvão e gás, à medida que as fontes de energia limpa ocupam percentagens cada vez maiores do mix geral. Neste cenário, as energias eólica e solar representam 75% do aumento de energia limpa até 2040. Mas a energia nuclear, a hidroelétrica, os combustíveis fósseis com captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e outras energias renováveis também vão desempenhar papéis vitais.

Fonte: Fórum Económico Mundial/“Global Electricity Review”, Ember

20-04-2023


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