Fracassos de 4 grandes líderes que são lições exemplares e inspiradoras

Fracassos de 4 grandes líderes que são lições exemplares e inspiradoras
Bill Gates, Stephen King, Steve Jobs, Walt Disney. Antes do sucesso que os tornou famosos – e ricos – os seus currículos contam com redondos falhanços. É a forma como lidaram com os fracassos, e aprenderam com os mesmos, que faz deles exemplos a emular.  
 

Jayson DeMers 

Falhar pode ser arrasador, mas só se permitirmos. O fracasso é uma experiência necessária para quem queira ser bem-sucedido. Fracassar pode ser esclarecedor e motivador. Afinal, aprender com os erros e trabalhar mais para alcançar os objetivos são dois ingredientes cruciais para ter sucesso.

Na altura em que falha, o sentimento pode oscilar entre o desânimo e o querer desistir, dependendo da gravidade da experiência. Quer seja um jovem, um empreendedor ou um profissional a tentar alcançar algo de significativo, o fracasso pode ter o potencial de o reter de forma de indefinida – mas só se deixar. Inspire-se nas centenas de indivíduos com tremendo sucesso que atingiram o topo após várias tentativas seguidas de fracassos significativos. Apresentamos algumas das lições que pode aprender com os fracassos de quatro grandes líderes.

Bill Gates. É uma das figuras mais conhecidas na área da tecnologia, responsável pela criação da Microsoft, e uma das pessoas mais ricas do planeta. Muitos atribuem o seu sucesso à sorte ou a uma súbita reviravolta do destino – teve uma grande ideia no momento certo durante o boom da tecnologia, e ficou rico ao desenvolvê-la na perfeição. Mas a realidade é que Bill Gates passou por um grande falhanço antes da Microsoft. Originalmente, criou um produto denominado Traf-O-Data, que analisava dados de tráfego, mas que não funcionava bem, e a empresa nunca arrancou, e foi a partir daqui que Gates decidiu tentar outra coisa.
A lição? O Traf-O-Data não tinha qualquer probabilidade de ser bem-sucedido, mas tal não refletia o potencial de Gates. Por isso, se a sua ideia original, apesar de parecer excelente, não tiver a receção que pensou que teria, lembre-se de que ainda tem muitas ideias e oportunidades pela frente. 

Stephen King. Um dos romancistas mais reconhecidos da era moderna, Stephen King é considerado um mestre do horror e do suspense. Apesar de contar com dezenas de títulos bem-sucedidos em termos de popularidade e financeiros, o seu primeiro romance, “Carrie”, foi quase um fracasso, ao ser rejeitado 30 vezes antes de ser finalmente aceite e publicado, fazendo com que a sua carreira arrancasse. Com tantas recusas, Stephen King pensou em desistir – muitas pessoas teriam desistido – mas a sua perseverança levou-o à grandeza.
A lição? Pequenos e simples ajustes podem transformar um fracasso num sucesso. Rever a ideia original, direcioná-la para um público diferente, ou redefinir a identidade da sua marca pode facilmente transformar um conceito menos bem-sucedido em algo com sucesso.
 

Steve Jobs. Especialista em inovação tecnológica e visão corporativa, Steve Jobs foi responsável por ter tornado a Apple na companhia que conhecemos hoje. No entanto, o seu passado está repleto de fracassos, contratempos e derrotas esmagadoras. Jobs fundou a Apple em 1976, e a empresa foi fazendo o seu percurso, mas, após um lançamento de produto falhado em 1985, Steve Jobs foi expulso da própria companhia. A maioria das pessoas comuns teria desistido nessa altura, mas em vez disso ele fundou uma nova empresa, a NeXT. Esta também foi considerada um flop, pelo menos durante algum tempo, até que em 1997 chamou a atenção da… Apple, que a comprou e trouxe Jobs de volta para uma posição de liderança, que ele aproveitou para desenvolver e lançar produtos inovadores como o iPod, o iPhone e o iPad.
A lição? Ser perseverante é tudo. Porque Steve Jobs estava empenhado em realizar grandes feitos, conseguiu ultrapassar os seus fracassos pessoais e profissionais e acabou por deixar um legado monumental e sem precedentes. 

Walt Disney. Hoje a Disney é um gigante do entretenimento à escala mundial. São centenas de propriedades e direitos de autor (incluindo os Estúdios Marvel ou a saga Star Wars), continua a produzir filmes que atingem recordes e opera parques temáticos por todo o globo. Por detrás da empresa inicial está o génio inovador e com muita imaginação do próprio Walt Disney. Embora muitas pessoas reconheçam os seus primeiros filmes de sucesso, poucas conhecem as dificuldades que enfrentou antes de os fazer. O primeiro estúdio de animação de Disney foi dissolvido, e ele não tinha dinheiro para pagar a renda. Mesmo após a estreia bem-sucedida da “Branca de Neve”, muitos dos primeiros filmes da Disney – clássicos como “Pinóquio” e “Fantasia”, foram fracassos de bilheteira.
A lição? A força de uma ideia não pode ser objetivamente medida pelo relativo sucesso ou fracasso. A maioria dos primeiros filmes da Disney são considerados obras-primas apesar de, comercialmente, terem sido completos fracassos. Até o primeiro estúdio Disney, que foi à falência, produziu algum trabalho de elevada qualidade. 

Assim, a próxima vez que passar por uma experiência de fracasso, a uma escala pequena ou grande, lembre-se de que não é o único. Olhando à sua volta, pergunte às pessoas que considera que tiveram sucesso a atingir os seus objetivos ou a viver os seus sonhos se alguma vez passaram por experiências falhadas. A resposta é, invariavelmente, sim. O fracasso nunca é o fim da estrada – é apenas um pequeno passo na grande caminhada que tem a fazer. Levante-se após a queda, aprenda o que puder com a experiência, e force-se a seguir em frente.

28-10-2015

Fonte: Inc.com        


JaysonDeMersJayson DeMers é o fundador e CEO da AudienceBloom, empresa de marketing e conteúdo de social media sediada em Seattle, nos EUA.