11 questões que os líderes de topo se colocam todos os dias

11 questões que os líderes de topo se colocam todos os dias

O trabalho mais profundo está na arte de fazer perguntas difíceis e de prestar atenção ao que surge.

Há cada vez mais estudos a concluir que ter autoconsciência é mais valioso que a inteligência per se; além de que os líderes com maior consciência de si são promovidos de forma mais célere e são recompensados com mais responsabilidades.

Como muitas qualidades, a autoconsciência não é um traço fixo. É uma competência que pode ser aprendida e cultivada de modo intencional. Se o objetivo é aumentar o quociente emocional (QE), são várias as maneiras de nos entendermos melhor a nós próprios, afirma Melody Wilding, coach de performance e professora de comportamento humano na americana Hunter College. A docente adianta, num artigo na Inc.com, que a prática diária de mindfulness (ou plena consciência – consiste no treino baseado na ligação mente-corpo que ajuda a observar a forma como se pensa e sente acerca da vida, das experiências, seja bom ou negativo; consiste em prestar atenção ao momento presente sem ficar apegado ao passado ou se preocupar com o futuro), coaching e obter feedback de confiança são técnicas válidas para elucidar os chamados “pontos cegos”.

A autorreflexão é uma das melhores maneiras de aprofundar o nosso conhecimento interno e de descobrir como fazermos o nosso melhor trabalho; também pode dar um impulso à nossa confiança e ajudar a afastar a síndrome do impostor. Francesca Gino, professora na Harvard Business School, concluiu que os trabalhadores que dedicam 15 minutos a refletir sobre o dia se sentem mais capazes, competentes e no controle da situação.

Tal como acontece com a maioria dos bons hábitos, a autorreflexão é mais salutar quando é realizada de forma consistente. Seguem-se 11 perguntas que pode colocar-se já hoje no sentido de fortalecer os músculos da sua autoconsciência:

  1. Quando estou no meu melhor?

  2. Que tipo de pessoa quero ser hoje?

  3. Que situações me fazem sentir terrível e o que têm em comum?

  4. Que atividades estou a levar a cabo quando parece que o tempo passa?

  5. O que está a funcionar bem na minha vida e no trabalho hoje?

  6. Se eu tivesse uma varinha mágica, de que forma a minha vida seria melhor daqui a três meses?

  7. Se eu não mudar nada, como será a minha vida daqui a três meses? Como me faz sentir?

  8. Quais as ações que, se tomadas, me deixariam orgulhoso de mim mesmo, independentemente do resultado?

  9. Quando os pensamentos negativos surgem, como lido com eles?

  10. De que forma mantenho os pés assentes na terra quando me sinto sobrecarregado?

  11. O que me motiva a fazer progressos?

O objetivo não é responder imediatamente ou ter uma resposta extremamente bem formulada para cada pergunta. O trabalho mais profundo está na arte de perguntar e de prestar atenção ao que surge, para que possa conduzir-nos de volta a nós próprios.

06-09-2018


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