As 12 coisas que as pessoas de sucesso nunca revelam no trabalho

As 12 coisas que as pessoas de sucesso nunca revelam no trabalho
9 minutos de leitura

Os profissionais emocionalmente inteligentes são hábeis a ler os outros – capacidade que lhes permite saber o que devem ou não divulgar sobre si mesmos no emprego, e os impede de revelar demais. 

Travis Bradberry         

Enquanto líderes, não podemos construir uma forte rede profissional na empresa se não nos abrirmos com os colegas, mas tal é complicado, porque revelar aspetos errados pode ter um efeito devastador na carreira.

Partilhar os dados certos sobre nós próprios é uma forma de arte. Divulgar pormenores que naquele momento parecem fortalecer o relacionamento pode acabar por se virar contra nós a longo prazo. O truque é contermo-nos mesmo antes de atravessarmos a linha – porque assim que tenha contado o que não devia já não há como voltar atrás.

A consultora americana TalentSmart fez um estudo junto de mais de 1 milhão de pessoas e descobriu que os patamares superiores da gestão de topo estão repletos de profissionais com uma elevada inteligência emocional (90% dos “top performers”, para ser exato). As pessoas emocionalmente inteligentes são hábeis a ler os outros, e tal capacidade mostra-lhes o que devem e não devem revelar sobre si mesmas no trabalho. A lista que se segue enumera as 12 coisas que as pessoas têm o hábito de revelar no emprego e que fazem com que as suas carreiras sigam na direção errada.

1. O quanto odeiam as suas funções
A última coisa que alguém quer ouvir no local de trabalho é o colega do lado a reclamar sobre o quanto odeia o que faz. Este comportamento rotula a pessoa de negativa e não como alguém que faz parte da equipa. Além de que arruína o ambiente. E os chefes são rápidos a detetar os opositores que arrastam a moral para baixo, além de que sabem que há sempre substitutos entusiasmados à espera de uma oportunidade para ocupar o lugar do desmotivado.

2. Que consideram que alguém é incompetente
Haverá sempre pessoas incompetentes em qualquer local de trabalho, e por norma todos sabem quem elas são. Se não podemos ajudá-las a melhorar ou demiti-las, então não ganhamos nada em divulgar a sua inépcia. Ao anunciarmos a incompetência de um colega pode parecer que estamos a fazer uma tentativa insegura de ficar melhor vistos. Este género de insensibilidade tem o reverso da moeda, levando os outros a também formularem opiniões negativas sobre nós.

3. Quanto ganham
Os nossos pais podem gostar de ouvir sobre o quanto ganhamos por mês, mas, no local de trabalho, este dado só traz negatividade. É impossível atribuir salários com justiça, e ao revelar o nosso estamos a dar aos colegas uma forma direta de comparação. Assim que todos saibam quanto ganhamos, tudo o que fizermos será confrontado com o nosso rendimento. Pode até ser tentador revelar o salário ao colega com quem nos damos mais, mas no momento em que o fizermos nunca mais vamos olhar um para o outro da mesma forma.

4. As crenças religiosas e políticas
As crenças religiosas e políticas estão demasiado ligadas à identidade das pessoas para serem discutidas no local de trabalho sem incidentes. Ao não concordarmos com as ideias de outro colega podemos alterar rapidamente a boa perceção que este tinha de nós. Além de que ir contra os valores e crenças de alguém é um dos maiores insultos que se pode fazer. É óbvio que pessoas diferentes veem a política e a religião de modo diferente, mas ao afirmarmos os nossos valores podemos alienar algumas pessoas. As opiniões políticas e crenças religiosas estão tão profundamente arreigadas que, ao desafiarmos os pontos de vista de um colega, o mais provável é sermos julgados por esse colega em vez de mudarmos a forma como ele pensa.

5. O que fazem no Facebook
A última coisa que um chefe quer ver quando vai ao Facebook/Instagram e afins são fotos de um colaborador a beber shots de tequila num bar. São muitas as formas de parecer impróprio no Facebook e de deixar uma má impressão. Pode ser a roupa (ou falta dela), com quem estamos, o que estamos a fazer, ou mesmo os comentários dos nossos amigos. São pequenas coisas que podem lançar uma sombra de dúvida na mente dos nossos colegas ou chefe quando este está prestes a entregar-nos um grande projeto ou a recomendar-nos para uma promoção. Dado que é complicado controlar o que os nossos amigos dizem, e o que os colegas veem no Facebook, nada como manter o LinkedIn como rede “social” profissional.

6. O que fazem à porta fechada
Caso a vida sexual seja uma coisa do outro mundo ou não exista sequer, este é o tipo de informação que não tem lugar no trabalho. Tais comentários podem criar a risota entre algumas pessoas, mas deixa outras desconfortáveis ou até mesmo ofendidas. Passar para lá desta linha dá imediatamente má reputação.

7. O que pensam que os outros fazem à porta fechada
Cerca de 111% das pessoas que trabalham connosco não querem saber o que achamos do desempenho delas no quarto. Não há forma mais infalível de afastar alguém que dizer-lhe que pensou em como seria a vida amorosa dela, ou especular sobre a orientação sexual de um colega – são observações que nos colocam sob uma luz negativa. Podemos pensar o que quisermos sobre as pessoas, mas há que o manter para nós.

8. Que querem o cargo de outra pessoa
Anunciar as ambições no trabalho quando estas entram em conflito direto com os interesses de outros colegas passa uma imagem de egoísmo e indiferença em relação às pessoas com quem trabalhamos, e à empresa como um todo. Os bons funcionários querem que a equipa tenha sucesso, e não só eles próprios. Independentemente dos motivos (alguns de nós trabalham apenas pelo dinheiro ao final do mês), anunciá-los assim não vai ajudar a chegar lá.

9. Como eram uns selvagens na faculdade
O nosso passado pode dizer muito sobre nós. Lá porque fizemos algo estranho ou estúpido há 20 anos não significa que as pessoas vão pensar que desenvolvemos entretanto uma forma de estar irrepreensível. Alguns comportamentos enquanto universitário (como bebedeiras, conduzir alcoolizado, pequenos roubos em lojas, importunar pessoas ou maltratar animais e assim por diante) mostram que a pessoa pode não conseguir controlar-se ou saber quando deve parar. Muitos presidentes foram eleitos apesar das imprudências do passado, mas a menos que tenha uma equipa de relações públicas que o proteja e faça a gestão da sua imagem, o melhor é manter o passado menos recomendável para si.

10. Como gostam de beber
Podemos pensar que mencionar de passagem como ficámos embriagados no fim de semana não tem qualquer efeito na forma como somos vistos no trabalho. Afinal, se somos bons trabalhadores, então somos bons trabalhadores, certo? Infelizmente, não. Ao partilharmos esta informação não vamos levar as pessoas a pensarem que somos divertidos, em vez disso vão ver-nos como imprevisíveis, imaturos e com falta de bom senso – são muitas as pessoas com opiniões negativas sobre a ingestão de álcool.

11. Contam piadas ofensivas
Se há algo que podemos aprender com as celebridades é a ter cuidado com o que dizemos e a quem o dizemos. As piadas ofensivas fazem as outras pessoas sentirem-se mal, e fazem-nos parecer mal; além de que são menos engraçadas que as piadas inteligentes. Se há alguém que poderá ficar ofendido com a nossa piada, então é melhor nem sequer começar a contar. Nunca se sabe quem as pessoas conhecem ou as experiências que tiveram, e que podem fazer com que a nossa piada se torne ofensiva em relação a assuntos que são levados muito a sério.

12. Que estão à procura de outro emprego
Quando eu era miúdo, disse ao meu treinador de basebol que ia sair da equipa em duas semanas. Nas duas semanas seguintes dei comigo sempre sentado no banco. E a coisa piorou depois dessas duas semanas, em que decidi ficar e me tornei no miúdo “que nem sequer quer estar aqui.” Fiquei arrasado, mas por minha culpa; tinha falado na minha decisão sem ter bem a certeza. O mesmo acontece quando dizemos às pessoas que estamos à procura de trabalho. Depois de revelarmos que estamos a planear sair, de repente tornamo-nos uma perda de tempo para todos. Há também a probabilidade de a procura não ser bem-sucedida, por isso é melhor esperar até que se tenha encontrado um emprego antes de contar a alguém. Caso contrário acabamos por ficar no banco.

16-01-2018


Fonte: Talentsmart.com


Portal da Liderança


TravisBradberry2Travis Bradberry, premiado coautor do best seller “Inteligência Emocional 2.0”, é cofundador e presidente da TalentSmart (consultora que trabalha com “mais de 75% das empresas na Fortune 500”). Os seus best sellers estão traduzidos para 25 idiomas e estão disponíveis em mais de 150 países.