Como o líder da Cisco sacudiu a companhia

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Como o líder da Cisco sacudiu a companhia

“Se não está a cometer alguns erros, provavelmente não está correr riscos suficientes.” 
Chuck Robbins, CEO da Cisco

Chuck Robbins está nos comandos da tecnológica americana Cisco desde julho de 2015. Quando assumiu o cargo de CEO na multinacional surgiram questões sobre que tipo de líder seria. Afinal o antecessor, John Chambers, tinha saído após duas décadas no lugar e era uma forte referência. Mas, nos primeiros 12 meses como novo chefe da Cisco, Chuck Robbins agitou as águas e surpreendeu ao avançar com algumas mudanças de gestão agressivas. Em entrevista à Fortune, o executivo fala de como se “tem de ser fiel a si mesmo, enquanto líder. Tem de ser quem é, não pode ser outra pessoa, e acho que é a primeira coisa, e a mais importante, que tem de fazer”. Tem ainda “de seguir as suas convicções. Construir uma equipa de liderança em quem confia, e que, juntos, são realmente melhores, com base na diversidade e pensamento diferente que aportam”.

Acrescenta que “não há decisões fáceis”. Quanto a fazer com que os trabalhadores sigam a sua visão, “quanto mais envolver as pessoas no processo de decisão, quer concordem ou não, mais elas tendem a aceitar o que foi decidido, se sentirem que deram o seu input”. E depois, há a “comunicação, comunicação, comunicação”, porque, ao ritmo a que as coisas estão a mudar, tem de ter “transparência e comunicação frequente”.

Mais: “se não está a cometer alguns erros, provavelmente não está correr riscos suficientes”, considera. O mundo “está a mudar tão depressa que provavelmente nunca vai ter 100% da informação”, pelo que “chega à melhor decisão que pode e segue em frente”. Na Cisco “temos iniciativas a decorrer e até esperamos que algumas falhem”, porque é sinal de que a empresa está a ir mais além. “Temos pessoas que têm ideias excelentes, e se sete em dez derem em algo de bom, é fenomenal”. Isto porque o que tornou “Silicon Valley excelente, e a Cisco também, é este reconhecimento de que é aceitável falhar, porque há que tentar”. Como refere Chuck Robbins, “em alguns países, há a dinâmica que os “proíbe” de terem um espírito empreendedor por haver uma forte oposição cultural a falhar – e esta é uma característica importante da organização que não queremos perder”. 

04-02-2019


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