Como o líder da Cisco sacudiu a companhia

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Como o líder da Cisco sacudiu a companhia

“Se não está a cometer alguns erros, provavelmente não está correr riscos suficientes.” 
Chuck Robbins, CEO da Cisco

Chuck Robbins está há pouco mais de um ano nos comandos da tecnológica americana Cisco. Quando assumiu o cargo de CEO na multinacional surgiram questões sobre que tipo de líder seria. Afinal o antecessor, John Chambers, tinha saído após duas décadas no lugar e era uma forte referência. Mas, nos primeiros 12 meses como novo chefe da Cisco, Chuck Robbins agitou as águas e surpreendeu ao avançar com algumas mudanças de gestão agressivas. Em entrevista à Fortune, o executivo fala de como se “tem de ser fiel a si mesmo, enquanto líder. Tem de ser quem é, não pode ser outra pessoa, e acho que é a primeira coisa, e a mais importante, que tem de fazer”. Tem ainda “de seguir as suas convicções. Construir uma equipa de liderança em quem confia, e que, juntos, são realmente melhores, com base na diversidade e pensamento diferente que aportam”.

Acrescenta que “não há decisões fáceis”. Quanto a fazer com que os trabalhadores sigam a sua visão, “quanto mais envolver as pessoas no processo de decisão, quer concordem ou não, mais elas tendem a seguir o decidido, se sentirem que deram o seu input”. E depois, há a “comunicação, comunicação, comunicação”, porque, ao ritmo a que as coisas estão a mudar, tem de ter “transparência e comunicação frequente”.

Mais: “se não está a cometer alguns erros, provavelmente não está correr riscos suficientes”, considera. O mundo “está a mudar tão depressa que provavelmente nunca vai ter 100% da informação”, pelo que “chega à melhor decisão que pode e segue em frente”. Na Cisco “temos iniciativas a decorrer e até esperamos que algumas falhem”, porque é sinal de que a empresa está a ir mais além. “Temos pessoas que têm ideias excelentes, e se sete em dez derem em algo de bom, é fenomenal”. Isto porque o que tornou “Silicon Valley excelente, e a Cisco também, é este reconhecimento de que é aceitável falhar, porque há que tentar”. Como refere Chuck Robbins, “em alguns países, há a dinâmica que os “proíbe” de terem um espírito empreendedor por haver uma forte oposição cultural a falhar – e esta é uma característica importante da organização que não queremos perder”. 

29-07-2016


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