Daniel Proença de Carvalho: O desafio é permanente e nada está conseguido para sempre

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Daniel Proença de Carvalho: O desafio é permanente e nada está conseguido para sempre

O sócio presidente do escritório de advocacia Uría Menéndez - Proença de Carvalho afirma que a conquista da liderança “é um desafio mais que diário, de hora a hora. Para continuar líder, é fundamental disputar sempre essa liderança, e perceber que o desafio é permanente e nada está conseguido para sempre”.

Talvez por isso o advogado e gestor considere que, para garantir que continua a crescer e a desenvolver-se enquanto líder, é “fundamental nunca sentirmos que chegou o nosso tempo de realização. Já tenho uma idade avançada, continuo a trabalhar, continuo a esforçar-me. E tenho de pensar todos os dias que só posso continuar na minha profissão e nas minhas atividades se continuar a ser útil, e se eu sentir que, à minha volta, todos os colaboradores também têm o mesmo sentimento”. Isto “porque há um momento em que temos de passar a liderança, em que temos de entender que há outras pessoas, mais jovens, que têm melhores condições para desenvolver as capacidades e as realizações que estamos a ter”. Para tal, também contribui “ter a humildade de aprender com os outros – é das características dos bons líderes: saberem ouvir, mais do que falar. É muito importante saber ouvir”, frisa Daniel Proença de Carvalho.

Em relação à atribuição de galardões como os Best Leader Awards, observa que “é muito importante que haja pessoas que se distingam, que consigam congregar vontades e esforços – isso chama-se liderança, muitas vezes associada ao carisma, que tem a ver com um conjunto de qualidades de trabalho, de disciplina, de incutir esperança nos outros e ter uma atitude sempre de inconformismo com nós próprios”.

Como promove o pensamento criativo e a inovação na sua organização?


O que faz para garantir que continua a crescer e a desenvolver-se enquanto líder? 


Que conselho(s) daria a um funcionário que está a assumir uma posição de liderança pela primeira vez?


Descreva um momento em que a sua equipa não concordou consigo. Como se resolveu a questão?


Na escala de 1 a 10, quão realizado está? Porquê?


Qual é a importância de prémios como os Best Leader Awards?


Nota: Entrevista cedida no âmbito dos Best Leader Awards 2016.


18-05-2016


Vanda Batista, Armanda Alexandre/Portal da Liderança


Daniel Proença de Carvalho é, desde o início de 2010, sócio presidente da Uría Menéndez - Proença de Carvalho. E é na qualidade de advogado que tem atuado em todas as áreas da prática profissional, litigiosa e extralitigiosa, acompanhando todo o tipo de processos judiciais em todas as instâncias; além de que intervém em vários processos arbitrais, como advogado de parte e como árbitro. Os diretórios Chambers & Partners e Legal 500 têm-lhe atribuído, por diversos anos consecutivos, o estatuto de Leading Lawyer na área de contencioso em Portugal.
Tem desempenhado, a par da advocacia, vários cargos ao longo dos anos. Foi ministro da Comunicação Social no IV Governo Constitucional (presidido por Mota Pinto, em 1978/79), ocupou a cadeira de presidente da Rádio Televisão Portuguesa (entre 1980 e 1983), e presidiu o conselho de administração da Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva (de 1993 a 2007). É presidente do conselho de administração da Cimpor - Cimentos de Portugal e da Controlinveste Conteúdos, bem como membro do conselho geral da AEM - Empresas Emitentes de Valores Cotados em Mercado em representação da Cimpor; e preside assembleias-gerais de sociedades como a Galp Energia, a Socitrel ou a Renova. 
Exerce ainda funções em instituições de utilidade pública sem fins lucrativos, como a presidência do Conselho de Curadores da Fundação Champalimaud, ou da assembleia-geral do Instituto Português de Corporate Governance.
E prepara-se para acrescentar uma nova atividade ao recheado currículo: a produção de azeite direcionado para o segmento gourmet. No início de 2016 o Diário Económico avançava que o causídico e gestor apresentou em dezembro do ano passado um pedido de registo de uma nova marca, a DPC – Daniel Proença de Carvalho.
Reconhecido por vários quadrantes, em 2009 recebeu o Prémio Carreira, atribuído pelo Conselho de Sábios do Diário Económico, que o apelidou de “o advogado das causas difíceis” e “o advogado à prova de bala... respeitado dentro e fora da classe”. Em 2015 foi apontado a 24.ª personalidade mais poderosa em Portugal na economia pelo Jornal de Negócios, tendo no entanto descido face à 14.ª posição no ano anterior, por “os seus mais famosos clientes” enfrentarem “a mão da justiça em processos históricos” (desde José Sócrates ao colapso do universo Espírito Santo) o que se refletiu no “poder de Daniel Proença de Carvalho” (que deixou de representar o ex-primeiro-ministro; sendo que Ricardo Salgado é defendido pelo seu escritório, sob a liderança do seu filho, Francisco Proença de Carvalho). Tal não invalida o facto de Daniel Proença de Carvalho ser “considerado o mais brilhante dos advogados portugueses”.