Carlos Silva: Quem lidera nunca está realizado

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Carlos Silva: Quem lidera nunca está realizado

O secretário-geral da UGT - União Geral de Trabalhadores é categórico: “quem lidera nunca está realizado. Julgo que a realização plena só será atingida no último momento dos nossos dias de vida”. Um princípio fundamental para liderar? – “Ser humilde, ouvir, e respeitar as regras, percebendo que, se não as conseguir respeitar também não será respeitado”, diz Carlos Silva.

O dirigente da central sindical salienta que “as lideranças não se impõem, aceitam-se. E aceitam-se muitas vezes pelo perfil de quem lidera, pela sua forma de ouvir, de aglutinar à sua volta um conjunto de vontades”. E refere que a melhor forma de promover o pensamento criativo e a inovação numa organização é “dar independência, dentro de um princípio que aprendi há muitos anos: máxima liberdade, máxima responsabilidade”. E motivar as pessoas “todos os dias” com base neste princípio. Assim, um responsável de topo “não pode estar afastado da realidade da organização que gere. O princípio da proximidade é fundamental”; “porque um líder, estando presente junto das bases, é fundamental para ganhar orgulho, para incentivar, para motivar, para galvanizar”.

Quanto à atribuição de distinções como os Best Leader Awards, é “um estímulo para que outros líderes possam seguir os passos daqueles que venceram e tiveram sucesso”. 


Como promove o pensamento criativo e a inovação na sua organização?


O que faz para garantir que continua a crescer e a desenvolver-se enquanto líder? 


Que conselho(s) daria a um funcionário que está a assumir uma posição de liderança pela primeira vez?


Descreva um momento em que a sua equipa não concordou consigo. Como se resolveu a questão?


Como a pessoa que menos gosta de si o descreveria?


Na escala de 1 a 10, quão realizado está? Porquê?


Qual é a importância de prémios como os Best Leader Awards?


Nota: Entrevista cedida no âmbito dos Best Leader Awards 2016.


04-05-2016


Armanda Alexandre/Portal da Liderança


Carlos Silva está à frente da União Geral de Trabalhadores (UGT) desde 2013. Nascido em Lisboa, o terceiro secretário-geral da história da central sindical está ligado ao associativismo e à militância política desde a adolescência – integrou a Juventude Socialista (JS) aos 14 anos. 
Licenciado em Relações Internacionais, é quadro do NovoBanco, anterior BES - Banco Espírito Santo, entidade para onde entrou em 1988, ano em que foi eleito presidente da distrital de Lisboa da JS. Foi também dirigente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, entre 1997 e 2000; mais tarde integrou a direção do Sindicato dos Bancários do Centro (CBC), do qual assumiu a presidência em 2007, até maio de 2015.
O bancário é também, desde 2013, vice-presidente do CES – Conselho Económico e Social; presidente da Assembleia Municipal de Figueiró dos Vinhos (para onde foi viver no final da década de 1990). E, a partir do ano passado, passou a exercer funções de presidente da MAG/CG, Sindicato dos Bancários do Centro, e é membro efetivo do CESE – Comité Económico e Social Europeu.