Ferreira de Oliveira: A hierarquia autoritária trava a criatividade e a inovação

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Ferreira de Oliveira: A hierarquia autoritária trava a criatividade e a inovação

O CEO do fundo de investimento PetroAtlantic Energy, que antes esteve quase uma década à frente da petrolífera portuguesa Galp, acautela: “não se pense que ser líder é ser patrão”. É “sobretudo ser humilde; ser integrador das competências de uma equipa e reconhecer que não sabe tudo”. Em entrevista ao Portal da Liderança, Manuel Ferreira de Oliveira adianta que, ao longo da carreira, tem “visto chefias a pensar que é sua responsabilidade saber tudo, e isso é o princípio do seu desastre”.

O executivo, vencedor na categoria de o mais transformador nos Best Leader Awards 2016, e laureado na categoria Líder na Gestão de Empresa Privada em 2012, observa que prémios deste género são “uma oportunidade para refletir se os merecemos ou não”, mas também um testemunho de que “os que me rodeiam reconhecem que o meu esforço tem valido a pena.”

Como promove o pensamento criativo e a inovação na sua organização?


O que faz para garantir que continua a crescer e a desenvolver-se enquanto líder? 


Que conselho(s) daria a um funcionário que está a assumir uma posição de liderança pela primeira vez?


Qual é a importância de prémios como os Best Leader Awards?


Descreva um momento em que a sua equipa não concordou consigo. Como se resolveu a questão?


Como a pessoa que menos gosta de si o descreveria?


Na escala de 1 a 10, quão realizado está? Porquê?


Nota: Entrevista cedida no âmbito dos Best Leader Awards 2016.


20-04-2016


Armanda Alexandre/Portal da Liderança



Manuel Ferreira de Oliveira
, atualmente à frente da PetroAtlantic Energy Corporation, é licenciado em Engenharia Eletrotécnica pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, tem o grau de Master of Science (MSc) em Energia pela Universidade de Manchester, e é doutorado (PhD) também na área de Energia pela mesma instituição. Obteve o grau de professor agregado pela Universidade do Porto, onde, em 1979, se torna professor catedrático. Fez formação em Gestão essencialmente em programas do IMD (Suíça), Harvard e Wharton Business School (EUA).
Entre 1980 e 1995 Ferreira de Oliveira assume responsabilidades executivas na Lagoven (participada da Petróleos de Venezuela – PDVSA, ex-Creole Petroleum Corporation, subsidiária da Exxon) nas áreas de produção, refinação, comércio internacional e planeamento corporativo, incluindo responsabilidades como CEO e/ou membro do conselho de administração da BP Bitor Energy (em Londres), Nynäs Petroleum (Estocolmo), Ruhr Oil (em Dusseldorf) e PDV Serviços (Haia). De 1995 a 2000 ocupa o cargo de presidente executivo na Petrogal, transitando em seguida para a Unicer, onde exerce as funções de presidente do conselho de administração e de presidente executivo; até 2006, ano em que ingressa na Galp Energia como vice-presidente do conselho de administração, sendo que no início de 2007 passa a presidente executivo da petrolífera. Em meados de 2015 avança com a criação da PetroAtlantic (com maioria de capital canadiano, sede financeira em Vancouver, Canadá, e sede corporativa no Porto), que “desenvolve projetos no setor petrolífero a nível internacional, apoiados por fundos de investimento estrangeiros”.
De destacar, entre as suas funções não executivas, a de membro do Conselho de Curadores da Universidade do Porto.