Mário Vaz: Trimestre a trimestre somos o operador que mais cresceu em televisão

Watch the video

Mário Vaz: Trimestre a trimestre somos o operador que mais cresceu em televisão

O que deixa o CEO da Vodafone Portugal sem rede? Se pudesse, a quem Mário Vaz tirava o voice mail? E qual o seu hotspot de eleição? O executivo responde a estas e a outras questões na entrevista ao Portal da Liderança.

A Vodafone “é o grande operador em Portugal de telecomunicações e de serviços globais”, começa por dizer o CEO da companhia no mercado luso. Mário Vaz, em entrevista ao Portal da Liderança conduzida pelo jornalista de economia Camilo Lourenço, adianta que a operadora “passou nos últimos três anos por uma fase de grande transformação, transitando de um “fornecedor de telecomunicações móveis para um fornecedor de telecomunicações globais”.

Quando questionado em que é que fazia um upgrade, o responsável máximo da Vodafone Portugal é perentório: “na economia portuguesa”, com a consciência de que, independentemente do upgrade que se possa realizar, “a nossa capacidade para o fazer é muito limitada. Precisamos claramente de mais de investimento e isso não está a acontecer”.

Em relação a uma área da economia portuguesa que já precisava de uma “injeção de fibra ótica”, aponta “toda a administração pública central: precisa de se reformar, de se desburocratizar, e, se olharmos para a fibra – aquilo que traz de velocidade e de futuro, e de dinamismo –, a organização central precisa dessa reforma, que nunca mais acontece”.

Entre outros assuntos, Mário Vaz refere que, “trimestre a trimestre somos o operador que mais cresceu em televisão”, com cerca de 370 mil clientes e 10% de quota de mercado. Quanto aos conteúdos relacionados com o futebol e as movimentações que originaram entre as operadoras, na distribuição (área em que a Vodafone está focada), de momento “ninguém ganha ou perde porque o modelo ainda não está desenhado por quem comprou os conteúdos”. E toca num ponto sensível: “não faz sentido que a seleção do operador de telecomunicações seja condicionada pelo acesso a conteúdos. É o dono do conteúdo que tem de determinar o modelo”. Se “não tivermos possibilidade de acesso a um conteúdo relevante não replicável, que é o caso do desporto – e do futebol em particular, naturalmente que tomaremos medidas” legais.

15-04-2016


Portal da Liderança


Mário Vaznascido no Huambo, em Angola, licenciou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa em 1986.
O administrador delegado da Vodafone Portugal entrou para a companhia (então Telecel) ainda no início do serviço ao público, em 1992. Ocupou vários cargos na multinacional de origem britânica: de gestor de grandes contas a supervisor de suporte a vendas, passando por diretor de marketing operacional, diretor da unidade de negócios empresas ou diretor da unidade de negócios particulares. Em setembro de 2009 passa a administrador responsável pela unidade de negócios particulares. Três anos depois, em setembro de 2012, ocupa a cadeira de presidente executivo, funções que desempenha até hoje.
Antes da Vodafone desempenhou funções na área de vendas em empresas como a Abreu Junior, a Bull-Zenith Data Systems, SGO, Elbe Portuguesa e Seleco.