Ser um líder adorado vs. um líder respeitado

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Ser um líder adorado vs. um líder respeitado

Bill George, um dos 25 Empresários Mais Importantes dos Últimos 25 Anos segundo a PBS, abordou na Universidade Stanford a questão do equilíbrio entre ser-se um líder adorado e/ou ser-se um líder respeitado, e como gerir esse mesmo equilíbrio.

Bill George refere que “esta é uma questão clássica: devo ser adorado ou respeitado? Digo-lhe que tem de tomar decisões difíceis. Não tome decisões só para que gostem de si. No entanto, penso que se quer ser adorado e que queremos tratar as pessoas com carinho. É assim que se conseguem coisas delas. Mas tem de se tomar decisões difíceis. Algumas vezes é preciso dispensar uma pessoa que já trabalha para a empresa há muito tempo. Outras vezes estará a fazer-lhes um favor porque têm o emprego errado. [Um líder] tem de tomar essas decisões difíceis. Penso que, no final, se o fizer com humanidade e carinho, será respeitado e conseguirá os resultados pretendidos. Penso que esta questão é muito complicada. Se se inclinar muito para ser adorado irá evitar conflitos, mas no final não terá o respeito de ninguém, porque não tomou as decisões difíceis.

O mundo de negócios é sobre tomar decisões difíceis e não se pode sobreviver nesse mundo sem as tomar.

Se as evitar ou começar a tomá-las só porque fica bem aos olhos dos outros, especialmente dos media, é sinal de que está a caminhar para a ruína. Isto aconteceu com muitas pessoas. Figuras do tipo Donald Trump só pensam nelas. [Estes são os que pensam e aconselham a que] quando isso acontecer, venda as suas ações.

Bill George, considerado um dos gestores mais credíveis nos EUA, é professor de Gestão na Harvard Business School, onde leciona sobre liderança. Com vasta experiência no mundo empresarial, foi CEO da Medtronic, sendo diretor na ExxonMobil e na Goldman Sachs. Foi nomeado um dos “25 Empresários Mais Importantes dos Últimos 25 Anos” pela PBS, sendo considerado o Executivo do Ano em 2001 e em 2002 pela Academy of Management. Autor bestseller, escreve para meios de comunicação influentes, entre os quais o Wall Street Journal, a Business Week, a Fortune ou a Harvard Business Review.