Portugal é o 31.º com melhor índice de talento no globo

Portugal é o 31.º com melhor índice de talento no globo

Portugal está entre as nações com melhor índice de talento do mundo, tendo, no entanto, descido uma posição – para o 31.º lugar – no Global Talent Competitiveness Index (GTCI). A Suíça surge no topo do ranking, num total de 118 países. 


O talento é, cada vez mais, um dos principais fatores a ter em conta no mercado de trabalho global, tanto pelos líderes empresariais como pelos definidores de políticas ou pelo mundo académico. É neste âmbito que surge o GTCI, realizado pelo quarto ano consecutivo pela Adecco, empresa de gestão de Recursos Humanos, em conjunto com o INSEAD - Escola de Negócios Internacional e o Human Capital Leadership Institute (HCLI). O estudo, “exaustivo” e “orientado para a resolução das questões relacionadas com a competitividade no mundo do trabalho”, pretende fornecer dados e análises que ajudam a desenvolver estratégias no âmbito do talento, a superar desajustes e a ser-se competitivo no mercado global. Para tal foca a capacidade dos países de gerirem o talento através da atração, crescimento e retenção do mesmo. 


Na edição de 2017, o tema principal do GTCI centra-se no talento e na tecnologia. E, “contrariamente a algumas previsões sobre um “futuro sem emprego”, o relatório indica que “as pessoas, as máquinas e os algoritmos se encontram em sintonia para criar um futuro laboral onde são dependentes e adquirem novas capacidades”, refere Carla Rebelo, diretora-geral da Adecco Portugal. 


Os países europeus continuam a liderar o ranking GTCI, com 16 no top 25 desta edição. A Suíça mantém a primeira posição, sendo que este ano o índice soma ainda três nações não europeias entre os dez primeiros: Singapura no 2.º lugar; EUA na 4.ª posição; Austrália na 6.ª. 


As nações de fora da Europa líderes no ranking tendem a ser aquelas que desenvolvem a economia no sentido de se tornarem mais atrativas na taxa de empregabilidade. As grandes diferenças entre países no índice são fundamentadas pelas diferenças de desempenho em competências. As economias diferem substancialmente na taxa de retenção e assemelham-se no que se refere à capacidade de crescimento. 

Portugal ocupa a 31.ª posição no ranking geral, com uma avaliação de 55,40 pontos, pertencendo ao grupo de países com rendimentos elevados. Nas competências analisadas, o país tem um bom comportamento no que diz respeito a novas oportunidades (33.º lugar). Quanto à atratividade de mercado e competências globais de crescimento, está na 27.ª posição. Em termos de conhecimentos globais surge no 35.º lugar. E na taxa de retenção destaca-se no 22.º lugar. A área em que Portugal tem piores resultados é a competência profissional e técnica (em 50.º), o que significa que os trabalhadores deveriam melhorar a este nível. 

Em geral, os países entre os 15 primeiros no ranking global do GTCI demonstram um forte desempenho em cada uma das seis competências do modelo. 

Quanto à tecnologia de que os países dispõem, depende muito de como as sociedades e as instituições se adaptam às realidades e necessidades emergentes. No estudo, as políticas de emprego e a educação são os dois principais desafios políticos apontados no crescimento de talento, dado que refletem as mudanças emergentes nas organizações, os modelos de trabalho e as capacidades da economia do séc. XXI. 


A maximização das capacidades de talento no contexto da revolução tecnológica envolve quatro grandes forças: a preparação do sistema educacional, que mede a qualidade de competências básicas, a utilização de tecnologia para fins educacionais, o acesso a oportunidades de aprendizagem ao longo da vida e ainda a relevância do sistema de ensino para as necessidades da economia; a preparação do sistema de emprego, que é medida pela flexibilidade do mercado de trabalho, o acesso a uma rede de segurança forte e à força da cooperação dos trabalhadores; as partes interessadas, relações Governo-empresas; e por fim, o nível de competências tecnológicas.

A posição de Portugal nas competências tecnológicas é pouco favorável, embora em desenvolvimento, uma vez que o sistema de ensino e as próprias empresas estão a procurar crescer. O trabalho virtual, as redes sociais e o espírito empreendedor são competências que têm vindo a ser desenvolvidas por parte não só das empresas mas também dos futuros trabalhadores.

 

08-02-2017


Portal da Liderança