Os líderes na geração Millennial são todos iguais?

Os líderes na geração Millennial são todos iguais?

Claro que não. Mas em que diferem os empresários Millennials de Portugal dos do Brasil? E dos da África do Sul? E quais as semelhanças? O estudo Walk With Me, da Sage, revela cinco perfis.

A geração Millennial é motivada sobretudo pelo desejo de independência, pela crença no bem social e pelo compromisso em manter os seus colaboradores felizes. De acordo com o estudo Walk with Me da Sage (que analisou as principais características e atitudes dos empreendedores da geração Millennial no mundo, apesar das variações existentes nos comportamentos desta geração entre os vários países), estes líderes de negócio têm determinadas características que os classificam em cinco tipos de personalidade no local de trabalho. E que são:

Os planificadores. Extremamente metódicos na abordagem de trabalho, gostam de planear o sucesso de forma cautelosa. Numa perspetiva ambiciosa, nunca acreditam que as coisas são o que parecem e fazem sempre muitas perguntas. Querem gostar do que fazem e ser donos do próprio destino. Valorizam mais as pessoas que a tecnologia, mas contam com a tecnologia paga para assegurar que se mantêm à frente da concorrência e para chegar aos seus consumidores. Valorizam os valores pessoais, mas são ambiciosos. Com 66% de homens versus 33% de mulheres, este é um perfil comum entre os jovens empresários portugueses e também em grande quantidade na Nigéria, na África do Sul e no Canadá.

Os tecnológicos. Adoram o que fazem e não suportam a ideia de estar sentados de braços cruzados. Acreditam no poder e eficiência da tecnologia inovadora para se manterem um passo à frente da concorrência e acreditam fortemente nas suas capacidades para rastrear com precisão os atuais e futuros clientes. Valorizam mais a tecnologia que as pessoas para o perfeito funcionamento do seu negócio, acreditam na qualidade da tecnologia gratuita e que as redes sociais são fundamentais para o sucesso. Anseiam por partilhar as suas ideias com o mundo. Compostos por 53% de homens contra 47% de mulheres, são mais comuns na África do Sul, nos EUA e no Canadá. 

Os exploradores. Ousados, adoram o desconhecido, bem como descobrir territórios inexplorados. Confiam nos seus instintos e mantêm-se fiéis às suas armas. É de extrema importância terem uma imagem moderna, porque deixa um legado que todos irão recordar. Apesar de adorarem tecnologia e confiarem na mesma para networking, não a consideram crucial para o sucesso do negócio. Acreditam ser criativos o suficiente para não ter de depender da tecnologia para o sucesso. Para eles, fazer dinheiro é mais importante que honrar os valores pessoais e sociais. Acima de tudo, querem ser famosos e que o seu negócio seja um grande sucesso. Têm grande potencial para ter mais que um negócio. Com 67% de homens e 33% de mulheres, encontram-se maioritariamente no Brasil, na Austrália e em Singapura. 


Os realistas.
Extremamente criativos, confiam na tecnologia com vista ao sucesso – de preferência a gratuita. Quanto à sua abordagem ao trabalho e à tomada de decisões, tendem a alternar entre o instinto e as abordagens mais metódicas. Valorizam mais as pessoas que a tecnologia no funcionamento de uma empresa e preferem fazer negócios no mundo real a no mundo virtual. Escolhem a vida sobre o trabalho, mas orgulham-se de trabalhar muito bem e acreditam fortemente no poder das pessoas. Pretendem fazer crescer o negócio desde que continuem a trabalhar para si próprios (65% de homens e 34% de mulheres). São mais comuns em Portugal, na Alemanha e em Espanha.

Os aventureiros. Aborrecem-se facilmente e estão sempre à procura do próximo desafio. Não se preocupam nada com as aparências. Procuram formas mais sociais de trabalhar e trabalham melhor quando em locais com pessoas. Acreditam que o impacto social é sobrevalorizado e trabalham para manter os colaboradores felizes, com quem tendem a partilhar as suas ambições e objetivos. Não se preocupam com a evolução da tecnologia e dizem que seriam capazes de gerir a sua empresa com a tecnologia existente há 20 anos. Querem ser ricos rapidamente e reformar-se cedo (72% de homens e 28% de mulheres) e encontram-se sobretudo na Suíça, na Bélgica e na Polónia.

Stephen Kelly, CEO da Sage, afirma que “os empresários Millennials desempenham um papel importantíssimo na economia start up e estão a moldar os locais de trabalho atuais a um grande ritmo”. Mas “não podem ser agrupados juntos como um estereótipo homogéneo. Estes jovens serão a nossa próxima geração de criadores de negócios, os heróis da economia, e perceber o que os move agora coloca-nos numa boa posição para o futuro. Isto aplica-se essencialmente às pessoas que querem fazer negócio com eles”, adquirir-lhes algo, contratá-los ou criar políticas que os ajudem a crescer. 

09-09-2016


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