Portuguesas DST e Centro Cerro com obras de 53 milhões em Luanda

Portuguesas DST e Centro Cerro com obras de 53 milhões em Luanda

Os dois grupos portugueses DST e Centro Cerro foram contratados pelo Governo de Angola para cinco novas obras públicas no âmbito da ampliação e renovação da rede de abastecimento de água à província de Luanda, num negócio global de 53 milhões de euros.

A informação consta em cinco despachos assinados pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, autorizando a contratação dos grupos de origem portuguesa para outras tantas empreitadas (empresas que já tinham sido contratadas nas últimas semanas para outras duas obras do género), de acordo com a Lusa. 

As empreitadas, contratadas com data de final de julho, estão incluídas no plano de ação 2016/2017 para projetos prioritários de abastecimento de água à província de Luanda, que conta com quase 7 milhões de pessoas.

No caso da Centro Cerro, com sede na Figueira da Foz, a filial de Angola é contratada para quatro obras, envolvendo a reabilitação das estações de tratamento de água de Luanda Sudeste e Luanda Sul, a construção do centro de distribuição de água do aeroporto e a implementação de um projeto de telegestão destes equipamentos. No total, os quatro novos contratos com a construtora estão avaliados em 36,7 milhões de dólares (33,4 milhões de euros), de acordo com os mesmos despachos. Ainda em julho a Centro Cerro tinha sido contratada pelo Governo angolano para outra obra de abastecimento de água em Luanda, neste caso por 34 milhões de euros.

A estas quatro empreitadas acresce uma obra agora adjudicada à DST por 21 milhões de dólares (19,1 milhões de euros), para ampliação da capacidade de armazenamento do sistema de reserva de água do centro de distribuição da Mulemba. Esta obra é contratada ao abrigo dos acordos de financiamento entre Angola e Portugal, refere o mesmo despacho. O grupo português já tinha sido contratado em julho para outra obra do género, por 15,5 milhões de euros.

Angola prevê investir até 2025, no setor da energia e águas, cerca de 29 mil milhões de dólares (26,3 mil milhões de euros).

Os dados finais do recenseamento da população angolana, realizado em 2014, referem que metade dos cerca de 5,5 milhões de agregados familiares angolanos, um dos maiores produtores africanos de petróleo, não tem acesso a água própria para consumo. O levantamento entende por água “apropriada para beber” a proveniente de fontes como torneiras ligadas à rede pública, chafarizes públicos, furos com bomba ou nascentes protegidas, incluindo-se neste grupo 43,6% dos agregados familiares. A água da rede pública com torneira em casa apenas serve 17% dos 5.544.834 de agregados familiares (num total de população superior a 25,7 milhões de habitantes).

Angola é atualmente o maior produtor de petróleo de África, com praticamente mais de 1,7 milhões de barris de crude por dia, recursos que, segundo o Governo, têm sido utilizados na reconstrução do país após quase três décadas de guerra civil, que terminou a 4 de abril de 2002.

01-08-2016


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