Como a liderança soberana de Isabel II indica o caminho aos líderes de hoje

Como a liderança soberana de Isabel II indica o caminho aos líderes de hoje

Concorde-se ou não com o conceito de monarquia, há aspetos a aprender com sua majestade a rainha Isabel II de Inglaterra, sobretudo se se encontra numa posição de liderança.

Simon Constable

A soberana tornou-se na monarca com o mais longo reinado na história da Grã-Bretanha – destronando a sua trisavó, a Rainha Vitória – ao ter ultrapassado o marco de 63 anos a usar a coroa.

Desde que se tornou rainha, em 1952, com a tenra idade de 25 anos, que Isabel II tem dedicado a vida a servir o povo do Reino Unido e a Commonwealth – não é ela que importa, mas sim o que pode fazer pelo seu povo.

Como pode ajudar os seus?
Se se encontra num cargo de liderança, saiba que também deve servir os seus colaboradores. A primeira questão que deve ter em mente logo pela manhã é “o que posso fazer para apoiar as pessoas na minha organização?”. Não deve ser “como posso enriquecer ainda mais à custa dos outros?”.

Pensa que tem uma agenda sobrecarregada?
Não só a rainha tem servido com sucesso o seu povo por mais de seis décadas como incutiu esta forma de estar na família real. Por exemplo, os filhos e os netos têm anos de serviço militar. Os príncipes André e Carlos, seus filhos, serviram na Marinha Real Britânica. Os netos Harry e William estão nas Forças Armadas – e vão para zonas de guerra. Este historial de serviço militar na família já tem um longo caminho – é mais um dos deveres da realeza britânica.

Não reclame
A monarca serve o povo britânico de várias outras formas. Não só é chefe de Estado de muitos países, incluindo a Grã-Bretanha, como é também Comandante Supremo das Forças Armadas, é defensora da fé (é chefe da Igreja de Inglaterra) e lidera a Commonwealth – isto para citar apenas algumas funções. Serve ainda como conselheira dos primeiros-ministros e ajuda a manter a Commonwealth unida. Nunca ninguém a ouviu reclamar sobre a série interminável de deveres cerimoniais em que tem de participar. Nem sequer há rumores de quaisquer queixas. Quando se é um líder tem de se dar o exemplo e fazer o trabalho sem queixumes.

Seja humilde
A rainha de Inglaterra não se deixa apanhar nas armadilhas da riqueza e sucesso. Veste-se de forma adequada e afasta qualquer tipo de confusão criada em torno dela. Não houve nenhuma comemoração grandiosa a assinalar o recorde impressionante do seu reinado. E é por opção de Isabel II. No entanto, ela celebra o sucesso dos outros. Se é um líder, comemore os sucessos dos outros antes de se congratular com os seus triunfos. Não procure as armadilhas vistosas que dizem quão especial é. Seja humilde.

Evite disputas públicas
No entanto a rainha não se livra, de vez em quando, de uma tonelada de más críticas. Ainda assim, não se deixa envolver em questiúnculas do foro público. Concentra-se antes no trabalho que tem de levar a cabo, em vez de pagar na mesma moeda. Acima de tudo, a monarca continua a dedicar-se ao seu povo. Ou seja, se é um líder evite disputas e conflitos públicos. Concentre-se apenas no trabalho que tem em mãos.

Seja firme
Desde que se tornou rainha, a Grã-Bretanha mudou de forma dramática. A sua mão firme e sempre presente tem ajudado o povo britânico a lidar com as muitas transições de forma mais graciosa, talvez melhor do que se ela não estivesse lá. Ninguém gosta realmente de mudança, contudo, se ocupa um cargo de liderança, tente ser aquela mão firme que ajuda a acalmar os nervos dos seus colaboradores e que os conduz através dos tempos difíceis. 

17-09-2015

Fonte: Forbes


SimonConstable copySimon Constable, jornalista, orador e autor americano. O seu primeiro livro, em coautoria com Robert E. Wright, “The Wall Street Journal Guide to the 50 Economic Indicators that Really Matter”, foi o vencedor, em 2012, na categoria de economia dos Small Business Book Awards.