Dinheiro físico ou digital?

Dinheiro físico ou digital?

O dinheiro físico tem um papel cada vez menos importante na sociedade. O que não deixa de ser uma boa notícia para os consumidores – o aumento dos pagamentos móveis e eletrónicos significa compras mais rápidas, convenientes e mais eficientes na maioria dos casos.

No entanto, esta transição tem um lado menos positivo. Os Governos e os bancos centrais têm uma lógica diferente por detrás da eliminação das transações em numerário. E o resultado é a chamada “guerra contra o dinheiro”.

Na Europa, mais especificamente, na Suécia, cerca de 59% das transações de consumo são feitas sem dinheiro físico; as moedas e notas representam apenas 2% da economia. Do outro lado do Mar Báltico, os alemães realizam apenas 33% das transações sem dinheiro físico, e há 0,06 cartões de crédito por pessoa.

Os Governos têm vindo a pressionar para que haja uma sociedade sem dinheiro físico. Isto porque, ao haver um registo de todas as transações, reduz-se o crime, a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal. O ministro das Finanças de França, Michel Sapin, declarou recentemente que iria “lutar contra o uso de dinheiro e o anonimato na economia francesa”, a fim de prevenir o terrorismo e outras ameaças. Mas este argumento contrapõe-se ao da privacidade e do anonimato. E depois há o argumento de que uma sociedade sem dinheiro físico poderá ser uma forma de capacitar os bancos centrais, que ficam com mais “munições para suavizar” a forma como as pessoas poupam e gastam dinheiro.

Fontes: McKinsey/Capgemini

19-05-2016


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