Colaboradores preguiçosos? Os 5 tipos-chave e como lidar com eles

Colaboradores preguiçosos? Os 5 tipos-chave e como lidar com eles

Os funcionários indolentes comportam custos – grandes custos. Isto porque é quase impossível motivar alguém que, pura e simplesmente, não quer trabalhar.

Os empreendedores que estão à frente de um negócio em crescimento, ou os responsáveis por departamentos, têm de contratar colaboradores. Idealmente, os contratados vão tirar um pouco da carga de trabalho de cima dos seus ombros, permitindo que se concentrem nas reuniões com os clientes e em fazer a empresa evoluir. Mas nem sempre tudo corre como o planeado. Aquele novo funcionário que se mostrou uma promessa na entrevista de recrutamento ou no processo de formação pode vir a revelar-se algo completamente diferente.


Um colaborador preguiçoso é um trabalhador que comporta grandes custos
. É quase impossível motivar alguém que simplesmente não quer trabalhar, o que deixa o líder com a opção de disciplinar e demitir. Será que identifica alguém nos cinco tipos de funcionários preguiçosos que se seguem e que podem prejudicar seriamente o negócio da organização?


1. O desaparecido.
Este tipo de colaborador parece ficar invisível nos momentos mais distintos sem qualquer explicação; podem também ser os almoços de duas horas ou longas e pausas misteriosas; ou então liga a dizer que está doente no dia da entrega de um grande projeto, ou de manhã chega atrasado a uma reunião importante. Qualquer que seja o comportamento, o desaparecido deixa-o sempre ficar mal e força os outros membros da equipa a colmatarem a sua falha.
Como proceder: Os desaparecidos estão entre os trabalhadores mais difíceis de disciplinar, porque as “ofensas” cometidas ocorrem muitas vezes em áreas com regulamentos não muito claros. Convém que defina expetativas de tempo e as aplique de forma consistente.


2. A vítima.
É o equivalente na empresa ao aluno que alega que “o cão comeu os meus TPC”. Há centenas de desculpas para os trabalhadores que chegam tarde, e a vítima conhece-as a todas. Desde o pneu furado no caminho para o trabalho aos animais de estimação ou crianças doentes, a vítima não tem qualquer receio em inventar para se livrar das responsabilidades no trabalho. A vítima pode até mesmo impedir durante meses que o seu cargo seja preenchido ao aparecer para trabalhar apenas o necessário para continuar a receber o salário.
Como proceder: Comece e documentar este tipo de comportamento logo no início e não pare. A primeira ou a segunda desculpas, quer se trate de problemas com o carro ou por motivos de doença, podem ser convincentes, mas documente-as de qualquer forma. Quando já for na quinta ou sétima desculpa, tem de ter a certeza de que documentou tudo, que há um padrão, e que não vai continuar por muito tempo até que tenha de tomar medidas.


3. O procrastinador.
Todos somos culpados de procrastinar de vez em quando, mas o procrastinador transforma a coisa numa forma de arte. Se a empresa tem um grande projeto, esta pessoa espera até ao último minuto para fazer a sua parte do trabalho, deixando os restantes envolvidos frustrados e ansiosos. Nas operações diárias, empurra simplesmente o trabalho para outro dia, enquanto desperdiça o tempo em tarefas que não são essenciais. O procrastinador coloca pressão desnecessária no resto da equipa e compromete cada projeto com cada prazo.
Como proceder: Seja rigoroso com o planeamento que diz respeito ao procrastinador. Defina prazos específicos ou reuniões rápidas de vez em quando com ele que o forcem a fazer progressos e em que tenha de se responsabilizar pelo progresso registado. Pode mesmo ser apropriado fazer verificações diárias a fim de ficar a par da evolução do projeto em causa.


4. Aquele que delega.
Este é um tipo interessante de preguiçoso, sobretudo porque faz um grande esforço para evitar trabalhar. Mesmo sem estar numa posição de supervisão, aquele que delega está constantemente a passar o trabalho para todos os outros. Muitas das pessoas excessivamente preocupadas com a progressão na carreira têm este tipo de comportamento. Aquele que delega pode pressionar a motivação em seu redor para uma espiral descendente, e arrisca a sua reputação enquanto líder e a da sua empresa, especialmente se chegar ao ponto de se livrar de trabalho para cima dos clientes.
Como proceder: Fale com regularidade com a pessoa e mantenha-se a par da quantidade de trabalho que ela tem em mãos (mas tente evitar microgeri-la). Atribua-lhe trabalho específico, dizendo que “este projeto é só para ti” – faça-o prestar contas sobre o mesmo e discipline-o quando falhar os prazos estabelecidos. 



5. O agitador.
Este talvez seja o colaborador preguiçoso mais perigoso, porque não só não trabalha como passa o tempo a espalhar drama pelo escritório. O agitador pode ser visto a passear de secretária em secretária, a disseminar intriga sobre os colegas e a esbanjar conversa de circunstância; caso não se sinta confiante o suficiente para interagir pessoalmente pode ter o mesmo tipo de comportamento por e-mail ou online. O agitador oblitera a produtividade dos outros trabalhadores e pode até colocar o seu negócio em risco ao expor informação confidencial.
Como proceder: Estas são algumas das pessoas mais difíceis, porque podem não estar a quebrar nenhuma regra, mas ainda assim estão de alguma forma a perturbar o ambiente de trabalho. Considere interagir mais de perto com o agitador e ser simpático com ele – seguindo a velha máxima “mantenha os seus amigos próximo e os inimigos ainda mais”. Fale com o agitador para tentar descobrir quais são realmente os seus problemas. Permaneça perto dele para o tentar tornar mais satisfeito. Se estes esforços não tiverem êxito ou forem simplesmente muito desgastantes, vai ter de o dispensar.


É frequente os líderes terem pouco tempo para estarem pelo escritório. Quando um membro da equipa tem um comportamento disruptivo ou tem o hábito de se escapar às atribuições, as chefias devem tomar medidas para fazer algo sobre o assunto. Em alguns casos pode ajudar falar com a pessoa em causa mas, muitas vezes, a única solução é substituir o colaborador preguiçoso por outro que seja mais produtivo.

06-12-2017

Fonte: CEO